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Correio da Manhã

Política
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"PS queria que PCP desse uma mãozinha"

O líder do PCP acusou hoje o PS de "não estar interessado em demarcar-se" das políticas do Governo e do programa de assistência financeira, por ter recusado um encontro com os comunistas para debater uma política alternativa.
17 de Março de 2013 às 18:31

Num discurso no final de um almoço que assinalou o 92.º aniversário do PCP, em Arraiolos (Évora), Jerónimo de Sousa contou que na carta enviada pelo PS aos comunistas para discutirem a possibilidade de formar coligações nas próximas eleições autárquicas, os socialistas "diziam que queriam dar um sinal de esperança aos portugueses que clamam por mudança".

"Nós sabíamos que se tratava de um sinal fraco esta coisa de eleger 11 candidatos já escolhidos pelo PS à presidência" de algumas câmaras, mas "nós respondemos que o mais urgente e inadiável sinal de esperança era interromper a ação deste Governo com a sua demissão e a realização de eleições", afirmou.

Nesse sentido, o líder comunista realçou que o PCP se disponibilizou junto do PS para debater "os eixos essenciais de uma política que correspondesse a uma verdadeira rutura com a política de direita e a libertação do país do pacto de agressão".

"Mas, na resposta, o PS recusou esse encontro, porque não está interessado em demarcar-se da política de direita e, particularmente, do pacto de agressão", disse.

Sublinhando que "a solução do país exige mais do que propaganda e golpes de ilusionismo político", Jerónimo de Sousa referiu que "o PS queria que o PCP desse uma mãozinha para eleger mais 11 ou 12 candidatos à presidência da câmara de alguns concelhos".

"Se pensam que nós aceitamos de cruz só para ter direito a mais um ou outro vereador, enganam-se. Nós temos um projeto e um programa, temos princípios e somos coerentes e, por isso, não aceitámos tal proposta", frisou.

PCP PS Jerónimo de Sousa acusações
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