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Correio da Manhã

Política

PS tem de optar entre “aumento de impostos ou reduzir despesa”

O PSD reiterou esta terça-feira o apelo ao PS para que participe no processo de redefinição das funções do Estado, dizendo que os socialistas têm de escolher entre aumentar mais os impostos ou reduzir a despesa pública.
20 de Novembro de 2012 às 20:16
Jorge Moreira da Silva lança repto a socialistas
Jorge Moreira da Silva lança repto a socialistas FOTO: Manuel de Almeida/Lusa

"O Partido Socialista tem de optar entre ter mais aumento de impostos ou ter uma redução da despesa pública", afirmou o primeiro vice-presidente do PSD, Jorge Moreira da Silva, numa conferência de imprensa em Lisboa, após uma reunião da Comissão Política Nacional do partido.

O dirigente do PSD falava a propósito da sexta avaliação do programa de ajustamento financeiro assinado com os credores internacionais, cujos resultados foram divulgados na segunda-feira, tendo o ministro das Finanças confirmado a intenção do Governo de cortar quatro mil milhões de euros na despesa pública e dito que apresentará uma proposta para concretizar esse corte até Fevereiro à 'troika'.

"Não nos cansamos de pedir ao PS que participe neste debate. O PS tem responsabilidades especiais quanto à necessidade de participação neste debate", afirmou Jorge Moreira da Silva, sublinhando que o Partido Socialista é, em primeiro lugar, "responsável" pela situação a que o país chegou e que, em segundo lugar, é também um "partido de Governo", que tem "uma história importante na consolidação da democracia e no desenvolvimento do país".

O PS "não pode deixar de estar presente num debate que visa reduzir a despesa pública estrutural de forma que melhore a qualidade do serviço prestado pelo Estado e a eficiência desse serviço", reforçou.

Para Jorge Moreira da Silva, é importante que "todos" tenham "noção" das "opções em cima da mesa" neste debate, dizendo que se os socialistas não querem cortar despesa nem aumentar impostos, terão de explicar como se cumprem as metas orçamentais "de que são autores" e o memorando assinado com a 'troika', "de que são autores também".

"É muito importante que todos falem de forma clara, que façam escolhas claras e que as comuniquem aos cidadãos", afirmou, manifestando "abertura" e "disponibilidade" total por parte do PSD nesta questão.


"Partimos para este processo sem preconceito ideológico, sem vontade de fazer um jogo maniqueísta de quem está dentro e de quem está fora. Partimos com a absoluta convicção de que é possível reduzir a despesa e melhorar o serviço prestado", afirmou.

Jorge Moreira da Silva congratulou-se, "em nome do PSD", pela avaliação positiva da 'troika' ao programa de ajustamento, num período "especialmente difícil" por causa da conjuntura económica internacional, e destacou que Portugal já percorreu mais de metade deste processo.

Para o PSD, esta avaliação confirma que a estratégia do Governo é correta, tanto a nível orçamental como das reformas estruturais, "que permitirão lançar o crescimento" e concluir "o mais rapidamente possível" o ajustamento financeiro, acabar com a presença da 'troika' em Portugal e recuperar a plena soberania.

Em concreto, o vice-presidente do PSD destacou a "redução recorde" da despesa e do défice estrutural, o aumento das exportações e a diminuição dos juros da dívida e do risco de incumprimento para níveis anteriores ao resgate.

Por fim, para o PSD, a avaliação da 'troika' confirmou que em 2013 Portugal regressará "gradualmente" a "taxas de crescimento positivas".

A direcção do PSD congratulou-se ainda com a "intenção" da reforma do IRC, anunciada também na segunda-feira, "de forma a atrair o investimento internacional".

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