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Correio da Manhã

Política
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PSD acusa PS de "incoerência e contradição"

O vice-presidente do PSD Marco António Costa acusou hoje o PS de "incoerência e contradição" por anunciar a constituição de uma comissão para debater a revisão constitucional depois de ter atacado o timing social democrata sobre esta matéria.
23 de Julho de 2010 às 21:32

"Mais uma vez o PS, na linha da incoerência e da contradição, depois de ter atacado o PSD quanto ao timing - que segundo o PS é desadequado para se lançar o debate da revisão - vem agora anunciar a constituição de uma comissão para o efeito e omite que, no âmbito da Fundação socialista Res Publica, tem em curso um conjunto de iniciativas para preparar essa mesma revisão constitucional", acusou Marco António Costa em declarações à Lusa.

Segundo o vice-presidente social democrata, "o PS já afirmou que, apesar de não pretender nem desejar a revisão constitucional, está disponível" para a mesma.

"A agenda das presidenciais é independente da agenda parlamentar", respondeu Marco António Costa à Lusa quando questionado sobre o facto da discussão da revisão poder interferir nas eleições para a Presidência da República, a decorrer em 2011.

O também vice-presidente da Câmara de Gaia acusou o "PS e o Governo", em declarações à Lusa, de estarem a "ensaiar uma tentativa de desresponsabilização procurando diabolizar as propostas legítimas apresentadas pelo PSD para a revisão constitucional, que visam a construção de um estado sob o ponto de vista político mais exigente com a sua elite, que visa a salvação do estado social reformando no sentido de assegurar às camadas sociais mais necessitadas uma proteção efectiva".

"O PSD lamenta e denuncia a linguagem inapropriada, insultuosa e provocatória que os representantes do Governo e do PS têm dirigido aos dirigentes do PSD e ao partido, à qual o PSD não responderá mas também não se deixa intimidar pela mesma, para desespero do PS", avisou o social democrata.

Marco António Costa disse ainda que "o PS têm-se assumido na relação com o PSD como interlocutor imbuído de má fé e assenta os pressuposto desse relacionamento numa atitude de imposição dos seus pontos de vista sob pena amuar e transformar esse amuo num agressividade incontida contra o líder do PSD e baseando as criticas estritamente numa lógica de ataque pessoal" a Passos Coelho.

"O PS, fruto da maioria absoluta que viveu na anterior legislatura, adquiriu um auto convencimento de tutela e comando da vida pública e da sociedade que faz com que conviva mal e não aceite as contrariedades da circunstância de hoje não ser maioria", considerou.

Sobre as SCUT, o vice-presidente laranja acusou ainda o PS de ter colocado os pórticos nas três SCUT do Norte de forma cirúrgica, "numa lógica não de gestão diária mas sim de preferências político-partidárias".

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