Barra Cofina

Correio da Manhã

Política
3

PSD com Alberto João Jardim no sprint final. CDS apanhado por luto

Morte de Freitas do Amaral leva a ajustar agendas. Rio contou com o ex-líder madeirense a ‘dar show’.
Liliana Rodrigues e Manuel Jorge Bento 4 de Outubro de 2019 às 08:33
Assunção Cristas na feira de Barcelos, logo ao início da manhã
Alberto João Jardim surgiu ao lado de Rui Rio no penúltimo dia de campanha
Catarina Martins e as gémeas Mariana (esq.) e Joana Mortágua
Jerónimo de Sousa e os ‘homens’ do partido à chegada ao Chiado
A arruada na Baixa lisboeta teve enchente
André Silva visitou um canil
Assunção Cristas na feira de Barcelos, logo ao início da manhã
Alberto João Jardim surgiu ao lado de Rui Rio no penúltimo dia de campanha
Catarina Martins e as gémeas Mariana (esq.) e Joana Mortágua
Jerónimo de Sousa e os ‘homens’ do partido à chegada ao Chiado
A arruada na Baixa lisboeta teve enchente
André Silva visitou um canil
Assunção Cristas na feira de Barcelos, logo ao início da manhã
Alberto João Jardim surgiu ao lado de Rui Rio no penúltimo dia de campanha
Catarina Martins e as gémeas Mariana (esq.) e Joana Mortágua
Jerónimo de Sousa e os ‘homens’ do partido à chegada ao Chiado
A arruada na Baixa lisboeta teve enchente
André Silva visitou um canil
PSD e CDS foram esta quinta-feira surpreendidos pela morte de Freitas do Amaral nas ações de campanha a norte, o que ditou ajustamentos na agenda. Mas a campanha arrepiou caminho, com Rui Rio a aproveitar o sprint final para dar palco ao show de Alberto João Jardim. Já Assunção Cristas manteve as iniciativas, transformando o comício da noite numa homenagem ao fundador do CDS.

No Porto, o presidente do PSD teve de fazer um compasso de espera pelo fim da arruada do BE. Depois, Rio seguiu rua de Santa Catarina acima em direção à praça da Batalha.

A acompanhá-lo, além do antigo líder regional madeirense, esteve o ex-rival e ex-líder Luís Filipe Menezes. Quase sem contactar com populares, Rio teve durante todo o percurso atrás de si Paulo Rangel, Menezes, Alberto João Jardim e José Silvano, de mãos dadas, a ‘protegê-lo’.

Já no comício, Jardim foi a estrela da companhia. Começou por "denunciar uma fraude": "A quem é que eles chamam a esquerda? Aos conservadores do PS para tudo ficar ‘ó Abreu, dá cá o meu’?" E puxou Tancos para dizer que "o barco começou a meter água e o comandante, coitadinho, não sabe de nada". Para depois atirar que Costa "sacrifica as pessoas".

A Rio coube atacar o titular das Finanças, sublinhando que "o verdadeiro ministro da Saúde foi Centeno, que cativou de forma cega". Prometeu "não inundar a administração pública de militantes do PSD ou familiares", numa referência ao ‘familygate’ do PS - "o recado é também para o meu próprio partido". Sobre Freitas, lembrou "o aliado" nos momentos importantes e assumiu que hoje descerá o Chiado, em Lisboa, sem música.

Quanto ao CDS, após uma manhã passada na feira de Barcelos, onde Assunção Cristas foi muito acarinhada, a líder centrista estava sentada à mesa do almoço com militantes quando soube da morte do fundador do partido, de quem foi aluna. Reagiu com uma curta declaração a lembrar a "coragem" de Freitas do Amaral e a admitir ajustamentos nas iniciativas de campanha para "introduzir a sobriedade que o momento exige".

Após assinalar um minuto de silêncio almoçou, quase sempre a falar ao telemóvel, acompanhada por Nuno Melo e Telmo Correia. Os bombos foram banidos das iniciativas, tal como a música. Mas Cristas seguiu para Viana do Castelo para um encontro com universitários, onde voltou a cumprir um minuto de silêncio. À noite, transformou o comício em Gondomar em homenagem a Freitas. Hoje, Cristas vai cancelar parte da agenda.

Bloquista ouve que BE "cresce"
A líder bloquista diz que sente na rua que o BE está a crescer e ouve "tanta gente" dizer que "não quer uma maioria absoluta". O Bloco juntou-se no Porto para a arruada em Santa Catarina, onde Catarina Martins teve a seu lado os fundadores Fernando Rosas e Francisco Louçã e as gémeas Mortágua.

‘Os homens’ que seguem Jerónimo
A zona do Chiado, em Lisboa, encheu-se esta quinta-feira de cor ao passar da caravana comunista. A CDU surgiu confiante num dos tradicionais pontos fortes de campanha, com Jerónimo de Sousa a dizer mesmo que esta foi a "maior arruada de sempre" da CDU. Insistiu na ideia de que a fronteira entre a esquerda e a direita é a lei laboral.

E ainda enviou as condolências à família de Freitas do Amaral. No que ficou para trás dos onze dias de campanha, o cenário foi quase sempre idêntico. Em cada uma das dezenas de ações de campanha a mesma rotina: um ou dois minutos antes da hora marcada, surgia a "carrinha funerária", como é jocosamente chamada, seguida da berlina prateada.

Dentro da viatura preta de nove lugares, escondido pelos vidros fumados, Jerónimo de Sousa que, aos 72 anos, cumpre a última volta nacional ao país em propaganda. Acompanham-no sempre o seu assistente pessoal, Jaime, atarefado a dar os últimos retoques aos discursos, o motorista e um guarda-costas, todos funcionários do PCP. São os ‘homens do presidente’, trajando casacos escuros.

PAN quer eleger mais deputados
O objetivo do PAN é "eleger mais deputados". "Com um fica muito difícil", afirmou André Silva após visitar um canil na Aroeira. O porta-voz frisou que "o importante não é ver quem fica à frente de quem". André Silva defendeu regras mais apertadas para a criação de animais domésticos.
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)