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Correio da Manhã

Política
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PSD crê que Governo não criará instabilidade após 9 de Setembro

O presidente do PSD disse esta quarta-feira acreditar que, chegada a data limite para o Presidente da República poder convocar eleições, 9 de Setembro, o Governo "não irá criar nenhuma situação que crie instabilidade" no País.
8 de Setembro de 2010 às 18:23
Passos Coelho nega que o seu partido deseje instabilidade
Passos Coelho nega que o seu partido deseje instabilidade FOTO: Lusa/Nuno Veiga

"A partir de amanhã (quinta-feira) todos os agentes políticos, todos os partidos, todos os responsáveis, a começar pelo Governo, têm de medir  muito bem as suas decisões e a sua actuação de modo a não criar situações no País que conduzam a um aumento da instabilidade", afirmou Pedro Passos Coelho, que visitou a Feira do Milho e das Grandes Culturas, em Valada (Cartaxo).  

O líder social democrata afirmou, citado pela agência Lusa, que foi "com toda a lealdade" que, com muita antecedência, pediu ao Governo para que "se quisesse criar uma situação que o senhor Presidente da República tivesse que resolver, que o fizesse até esta data e não depois".  

"Como o Governo não disse nada, presumo que, de hoje em diante, não irá criar nenhuma situação que obrigue à criação de instabilidade no País", afirmou.  

Passos Coelho negou qualquer interesse do seu partido na criação de instabilidade, sublinhando que, se o quisesse, teria votado a favor da moção de censura apresentada este ano no Parlamento pelo Bloco de Esquerda.  

"Se a nossa intenção fosse criar instabilidade em vez de, com lealdade, dizermos com muito tempo de antecedência, com que é que o Governo e os portugueses podiam contar da nossa parte, não teríamos dito nada, teríamos feito caixinha para, mais à frente, estarmos a criar problemas", disse.  

Segundo disse, o PSD não aceita que se faça "chantagem com um partido que tem mostrado sempre ser responsável e leal na maneira como coloca as questões".  

Recusando comentar o apelo do Presidente da República a um entendimento em matéria de Orçamento do Estado, Passos Coelho afirmou estar neste momento mais preocupado com a questão do controlo da despesa pública.  

"Nesta altura estou mais preocupado com o desempenho da nossa economia, do lado da despesa pública, do que com as condições para o próximo ano", disse, sublinhando não querer perder tempo com "conversas de alecrim e manjerona sobre coisas que ainda não existem".  

Para o líder do PSD, o descontrolo da despesa pública "pode custar aos portugueses muito desemprego e mais impostos", lamentando que o Governo "não esteja a fazer o que lhe compete".  

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