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Correio da Manhã

Política
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PSD DÁ AULAS AOS POLÍTICOS DO FUTURO

A preparação de melhores políticos é uma preocupação que os sociais-democratas sentem pelo que este ano, pela primeira vez na história do partido, organizaram em Castelo de Vide uma Universidade de Verão, evento que termina no próximo sábado na presença de Durão Barroso.
11 de Setembro de 2003 às 00:00
Pela Universidade de Verão vão passar vários governantes da actual maioria política
Pela Universidade de Verão vão passar vários governantes da actual maioria política FOTO: d.r.
Destinado aos militantes da JSD, a iniciativa, que é também, segundo explicou ao Correio da Manhã Carlos Coelho, director da Universidade, “uma nova forma de iniciar o ano político”, versa temas actuais e bastante diversificados e contará todas as noites com a presença de um ministro do actual Governo.
“Numa altura em que cada vez mais a vida política obriga a um grau de qualidade, a nova geração de políticos tem que estar mais preparada”, acrescentou o nosso interlocutor.
Organizada pelo PSD, JSD e Instituto Francisco Sá Carneiro, a Universidade tem um esquema de módulos em que cerca de nove jovens discutem os temas previamente abordados. Aliás, temáticas tão diferentes como a cidadania europeia, os perigos ambientais para o futuro do planeta, a ligação da política e comunicação, política internacional e, entre outros, quantos somos em Portugal são, em conjunto com os oradores escolhidos, o suficiente para que, de acordo com a nossa fonte, se mantenha o sucesso da iniciativa.
David Justino e Manuela Ferreira Leite são os oradores dos jantares-conferências de hoje e amanhã, respectivamente. Neles, os ministros falarão das suas opções política, à semelhança do que fizeram na terça e quarta-feiras Bagão Félix e Morais Sarmento. Sábado Durão Barroso encerrará os trabalhos.
200 CANDIDATOS PARA 85 LUGARES
Na organização da Universidade de Verão existiu uma preocupação dos seus responsáveis numa selecção rigorosa dos participantes.
Esta obedeceu a vários itens, nomeadamente uma participação de jovens de todas as regiões do País, uma forte presença feminina e o nível etário, que se situa entre os 17 e os 31 anos de idade, sendo que a média ronda os 24 anos.
Os participantes, 85 dos 200 que se candidataram, são mais de metade licenciados e a eles Carlos Coelho refere-se como uma “elite de gente jovem”. A organização desta iniciativa merece destaque sendo de realçar a publicação diária de um jornal em que os participantes colocam questões por escrito aos ministros e em que há um espaço para curiosidades. Esta iniciativa é semelhante a outras que se realizam pela Europa pelo que é encarada como um modelo para o futuro. “Este ano estamos em transição tendo ainda sido feito o comício da ‘rentrée’. Depois se verá”, disse.
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