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Correio da Manhã

Política
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PSD-GUARDA DÁ BOAS FESTAS COM MEIOS DA ASSEMBLEIA

A deputada do PSD e presidente da Distrital da Guarda, Ana Manso, enviou postais de Natal aos concidadãos do distrito com a chancela da Assembleia da República. Mas o que poderia ser considerado uma atitude perfeitamente normal para um parlamentar que deseja as boas -festas ao círculo que a elegeu, transformou-se numa polémica. Tudo porque a JS da concelhia da Guarda levanta dúvidas sobre o uso de meios da Assembleia da República para fins meramente partidários.
6 de Janeiro de 2003 às 00:00
Na base da polémica está um envelope com o selo do Parlamento o qual continha um postal a desejar boas-festas da presidente da distrital do PSD/Guarda e não da parlamentar.

Ana Manso respondeu às críticas levantadas pela JS local, argumentando que se tratou de uma redução de custos numa iniciativa normal da vice-presidente da bancada do PSD que decidiu desejar aos cidadãos da Guarda as habituais boas-festas. E o facto de juntar no mesmo envelope o símbolo do PSD da Distrital da Guarda não resultou de nenhuma infracção, até porque, a deputada não se separa da vereadora, presidente da distrital e cidadã. Nessa óptica teria de enviar “três ou quatro envelopes”. Ou seja, optou pelo conceito de economia de meios e reuniu os dois cartões num só envelope às expensas do Parlamento. Mas a JS considera que só um dos cartões (da distrital) foi distribuído, designadamente, aos 10 mil comerciantes da Guarda.

O procedimento é, por isso, imoral e já o denunciaram, por carta, ao Presidente da Assembleia da República. A Procuradoria-Geral da República também recebeu uma queixa. A ‘Jota’ e o deputado do PS, Fernando Cabral (líder da Federação Distrital da Guarda), pretendem esclarecer este caso. O PCP não se mostrou disponível para comentar o assunto e o BE optou por um “não comentamos”, alegando que o dinheiro dos envelopes é gasto pelo respectivo grupo parlamentar (atribuído pelo orçamento da AR) e que, por isso, se trata de uma questão interna.

Por seu turno, o vice-presidente da Comissão Parlamentar de Ética, Luís Rodrigues (PSD) sublinhou: “É normal que junto de um cartão do Parlamento possam vir informações sobre a vida partidária de um deputado”, apesar de reconhecer que a forma pode não ser a mais correcta, caso, o cartão seja exclusivamente partidário.
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