Luís Leite Ramos detalhou que o objetivo da resolução que será apresentada é dar "contributos construtivos", apelando a que o plano do Governo seja colocado em discussão pública.
O PSD vai entregar na próxima semana um projeto de resolução com "contributos" para o plano de recuperação de aprendizagens, como uma calendarização de medidas, e acusa o ministro da Educação de "fugir" dos problemas.
No final de uma conferência no parlamento organizada pelo partido sobre "As aprendizagens no pós-pandemia: Desafios e Oportunidades, o vice-presidente do PSD, David Justino, alertou que o problema não se vai resolver "em um ano ou dois".
"O PSD vai apresentar uma iniciativa legislativa na perspetiva de também contribuir para que se encontrem soluções ágeis e que complementem o esforço que as escolas vão fazer, todos são necessários", referiu.
Para o antigo ministro da Educação, será necessária "uma calendarização de medidas que possam concretizar a ideia de que aquilo que se perdeu em pouco mais de um ano não é recuperável de um momento para o outro".
Também em declarações aos jornalistas, o deputado e vice-presidente da bancada do PSD Luís Leite Ramos detalhou que o objetivo da resolução que será apresentada é dar "contributos construtivos", apelando a que o plano do Governo, prometido para maio e ainda não divulgado, seja colocado em discussão pública.
"O país continua sem saber o que o Governo está a preparar, com quem está a fazê-lo. O envolvimento da sociedade civil, da comunidade educativa, do parlamento, tem sido zero", criticou.
Questionado se a recuperação de aprendizagens poderá implicar uma antecipação do início do ano letivo ou mais professores nas escolas, Luís Leite Ramos remeteu essa resposta para o Governo.
"O Governo está em condições de começar as aulas mais cedo? Preparou concursos de professores? Preparou concurso para os transportes escolares?", questionou.
A este respeito, o deputado social-democrata desafiou o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, a "sair da zona de conforto".
"O ministro da Educação desapareceu da esfera pública há mais de três semanas, numa altura em que professores e diretores perguntam o que vai acontecer (...) É uma marca, um traço de caráter de um ministro que foge dos problemas e do país quando as dificuldades se agravam", lamentou.
Por outro lado, David Justino alertou que, apesar de não ser conhecida a "dimensão" da perda de aprendizagens, os mais prejudicados serão "sobretudo os alunos dos primeiros anos e com necessidades específicas" e defendeu que o plano de recuperação de aprendizagens deverá ser "moldável" à realidade de cada escola.
"Dar às escolas os meios para que encontrem as melhores soluções em articulação com as autarquias", afirmou o vice-presidente do PSD.
David Justino acrescentou que o PSD "subscreve" a ideia de 'escolas de verão', durante alguns períodos da paragem letiva, sugerindo que as autarquias poderiam ser envolvidas em programas escolares que envolvessem visitas a património ou troca de alunos entre municípios.
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