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Correio da Manhã

Política
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PSD quer ministro da Defesa a explicar demissão de Rovisco Duarte

Diferença de versões do ex-chefe do Estado-Maior do Exército justifica ação do partido.
Wilson Ledo 19 de Outubro de 2018 às 08:53
João Gomes Cravinho tomou posse como ministro da Defesa
João Gomes Cravinho, ministro da Defesa Nacional
João Gomes Cravinho
O tenente-general Frederico Rovisco Duarte
João Gomes Cravinho tomou posse como ministro da Defesa
João Gomes Cravinho, ministro da Defesa Nacional
João Gomes Cravinho
O tenente-general Frederico Rovisco Duarte
João Gomes Cravinho tomou posse como ministro da Defesa
João Gomes Cravinho, ministro da Defesa Nacional
João Gomes Cravinho
O tenente-general Frederico Rovisco Duarte
A "dissonância de explicações" na demissão do chefe do Estado-Maior do Exército (CEME) Rovisco Duarte levou o PSD a ponderar a audição no Parlamento do novo ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho.

"O CEME alegou aos órgãos de soberania que saía por razões de natureza pessoal e disse aos seus pares do Exército que saía por razões de natureza política. Este é um facto da maior gravidade", reagiu Fernando Negrão, líder parlamentar do PSD.

Os sociais-democratas querem ir "até às últimas consequências" neste caso de Tancos, que acusam o primeiro-ministro António Costa de "desvalorizar". Para Negrão, a audição ponderada pelo PSD não choca com a comissão parlamentar de inquérito sobre Tancos pedida pelo CDS-PP e que deverá ser aprovada na próxima semana.

Já o PS, através de Carlos César, considerou "normal" que Gomes Cravinho seja ouvido em breve no Parlamento. Contudo, o líder parlamentar do PS crê que está "virada uma página" e que "já se está em outra fase do processo".

Segundo a Lusa, o novo ministro da Defesa já convocou para audições os possíveis sucessores do general Rovisco Duarte, que apresentou a demissão na passada quarta-feira.

Gomes Cravinho forçou a saída de Rovisco Duarte
Após assumir funções na segunda-feira, o novo ministro da Defesa terá forçado a demissão de Rovisco Duarte.

Segundo o Observador, se o chefe do Estado-Maior do Exército não se tivesse demitido, "teria provavelmente sido demitido".

Apesar de nas declarações públicas Rovisco Duarte justificar a saída com "motivos pessoais", nas explicações ao Exército referiu motivos políticos.
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