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Correio da Manhã

Política
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PSD: “São tempos exigentes”

O líder parlamentar social-democrata considerou esta terça-feira que tanto PSD como CDS reconheceram no debate do orçamento que "este caminho tem de ser feito" porque o país tem de reequilibrar as contas públicas e respeitar os compromissos internacionais.
27 de Novembro de 2012 às 15:33
Luís Montengro reafirmou que este "é um caminho que tem de ser percorrido"
Luís Montengro reafirmou que este 'é um caminho que tem de ser percorrido' FOTO: José Sena Goulão/Lusa

"São tempos exigentes em que os partidos são confrontados com decisões que atingem muito a vida das famílias e das empresas e que muitas vezes contendem com posições políticas assumidas anteriormente", disse Luís Montenegro, em declarações aos jornalistas no Parlamento e depois de ter sido confrontado com o aparente "desconforto" do CDS com o Orçamento do Estado para 2013, hoje aprovado.

Luís Montenegro acrescentou que, porém, houve um "reconhecimento muito claro", por parte dos dois partidos que apoiam o Governo, "em todas as intervenções" que fizeram durante o debate do orçamento de que este "é um caminho que tem de ser percorrido" e que não se pode adiar "mais decisões importantes", que é preciso cumprir os compromissos assumidos com os credores internacionais, reequilibrar as finanças públicas e criar "condições de crescimento e emprego".

Sobre a declaração de voto que a bancada do PSD vai apresentar sobre o pacote fiscal contido no orçamento, Luís Montenegro explicou que serve para "balizar" a "opinião" do PSD sobre as medidas que prevê o documento.

"Mas também o caminho que queremos percorrer para no futuro podermos ter uma carga fiscal mais aliviada que favoreça a vida das pessoas e a actividades das empresas. É um objectivo que partilhamos com o Governo e quisemos que ficasse claro numa declaração de voto que é consensual dentro grupo parlamentar", acrescentou.

O líder parlamentar do PSD referiu-se ainda aos manifestantes que hoje protestaram contra o orçamento à porta do Parlamento, dizendo que o partido respeita quem protesta e tem "uma opinião contrária", mas sublinhou que o Governo e maioria PSD/CDS têm a legitimidade do voto para honrar os compromissos internacionais e levar a cabo uma "transformação estrutural do país".

Luís Montenegro disse ainda que o orçamento hoje aprovado tem "um conjunto substancial de alterações" que melhoraram a proposta inicial do Governo e apelou a "todo o país" para se "envolver" na sua execução com "máximo rigor e máxima exigência".


"Temos de ser exigentes connosco, temos de cumprir este orçamento", reforçou, acrescentando que o "caminho já experimentado" da "ilusão" e da "facilidade" não pode ser retomado.

"Não é uma opinião obsessiva deste Governo ou desta maioria, mobiliza os Estados na Europa", afirmou.

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