Barra Cofina

Correio da Manhã

Política
1

PSD vence eleições legislativas na Madeira mas só governa se CDS deixar

Sociais-democratas perdem a maioria absoluta pela primeira vez em 43 anos.
Diana Ramos e Janete Frazão 23 de Setembro de 2019 às 01:30
Miguel Albuquerque
Miguel Albuquerque
Miguel Albuquerque
Miguel Albuquerque
Miguel Albuquerque
Miguel Albuquerque
Miguel Albuquerque
Miguel Albuquerque
Miguel Albuquerque
Miguel Albuquerque
Miguel Albuquerque
Miguel Albuquerque

O PSD venceu as regionais da Madeira, mas fê-lo perdendo a maioria absoluta pela primeira vez em 43 anos e só conseguirá governar se se entender com o CDS. E os centristas já assumiram que "não vão para o Governo nem a qualquer custo, nem a qualquer preço".

Os sociais-democratas alcançaram 39% dos votos, elegendo 21 parlamentares. O PS ficou em segundo, com 35% dos votos e 19 deputados. O CDS foi a terceira força política, alcançando mais de 5,7% dos votos e elegendo 3 deputados e o JPP somou 5,4% e três deputados. Já a CDU só elegeu um parlamentar, com 1,8%. O BE não elegeu.

Num parlamento com 47 deputados, o social-democrata Miguel Albuquerque está agora dependente do CDS para alcançar uma maioria que lhe permita governar. O primeiro a dar o sinal de abertura foi o próprio líder regional centrista, Rui Barreto, ao afirmar que "o centro-direita venceu" e que "a esquerda perdeu as eleições".

Rui Barreto deixou, contudo, um aviso: "O nosso programa é o caderno de encargos. Para ficar tudo igual não contem com o CDS".

Do lado do PS, Paulo Cafôfo reagiu perante apelos dos socialistas gritando "mudança, mudança". E desafiou os restantes partidos a deixarem o PSD isolado, sugerindo uma geringonça na Madeira.

"O PS está disponível para liderar uma base de entendimento com os partidos da oposição." Miguel Albuquerque garantiu que falou com Rui Barreto e que está aberto a um governo de coligação com o CDS, rejeitando a ideia de entendimentos que lhe retirem a governação.

CDU admite pesada derrota com perda de um deputado
"Todos os que votaram na CDU continuarão a contar com a nossa coragem e a determinação, agora sem a força que lhe é devida e que seria necessária", comentou Jerónimo de Sousa, lamentando o facto de a CDU ter perdido um dos dois deputados que tinha na Madeira.

"O resultado não é separável da operação que ao longo de meses foi criada para criar uma bipolarização artificial", acrescentou.

"Os madeirenses vão agora perceber o logro em que caíram", disse o líder comunista.

Bloco desaparece da Assembleia Legislativa da região
"Vamos ter uns dias para analisar as causas e assumir as responsabilidades", disse Paulino Ascenção, coordenador regional do BE depois de se saber que o partido fica sem representação parlamentar.

Catarina Martins, coordenadora nacional, reconheceu o "mau resultado", mas rejeitou que este possa estender-se às Legislativas de 6 de outubro: "Nunca houve contaminação entre eleições."

Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)