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Correio da Manhã

Política
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PSD/Matosinhos acusa câmara e administração portuária de "conluio" em ajustes diretos

Nuno Araújo, ex-chefe de gabinete de ministro, foi alvo de buscas por tráfico de influências e corrupção na terça-feira.
Lusa 10 de Junho de 2021 às 17:05
Câmara Municipal de Matosinhos
Câmara Municipal de Matosinhos FOTO: Direitos Reservados
O PSD/Matosinhos acusou esta quinta-feira a câmara local e a Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL) de "conluio" devido a contratos de ajustes diretos entre esta autarquia e a empresa do presidente da administração portuária.

"Foram 100 mil euros que a Câmara de Matosinhos, através de ajustes diretos, entregou nos últimos tempos à sociedade EQS CERT. LDA, da qual Nuno Araújo [presidente da APDL] é sócio e já foi gerente", revelou hoje o líder da concelhia do PSD de Matosinhos, Bruno Pereira, em comunicado enviado à Lusa.

O presidente da APDL, Nuno Araújo, ex-chefe de gabinete de ministro, foi alvo de buscas por tráfico de influências e corrupção na terça-feira.

O social-democrata referiu que a empresa do presidente da administração portuária está vocacionada em fiscalização e manutenção de elevadores, mas "obteve um ajuste direto com a Câmara de Matosinhos, na área da consultadoria ambiental, no valor de 45 mil euros".

"Verifica-se um claro conflito de interesses e promiscuidade entre a Câmara de Matosinhos e APDL, motivo pelo qual a APDL age como se fosse dona do concelho, sem se importar com os muitos incómodos e largos prejuízos que provoca aos cidadãos, sem prestar contas a ninguém, a título de exemplo verificável pelo mau funcionamento da ponte móvel ou das obras de alargamento do terminal de contentores e aumento do quebra-mar de Leixões", afirmou.

Considerando que esta situação "não pode ficar impune" e recordando que Nuno Araújo está a ser investigado pelo Ministério Público por eventuais atos de corrupção e trafico de influências noutros municípios, Bruno Pereira exige a sua "demissão imediata" do cargo na APDL.

O presidente da concelhia salientou querer ainda saber "quais as razões que levaram o Município de Matosinhos a optar por estes contratos de ajuste direto".

A Lusa tentou obter esclarecimentos por parte da APDL e da Câmara Municipal de Matosinhos, mas sem sucesso até ao momento.

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