PGR, Amadeu Guerra, revelou esta quinta-feira estarem em curso três inquéritos, um processo no Tribunal de Contas e uma investigação de natureza administrativa sobre casos que envolvem o ministro Luís Neves.
O coordenador do BE, José Manuel Pureza, defendeu esta quinta-feira que o anúncio de cinco processos envolvendo o ministro da Administração Interna prova que a moção de censura do Chega visa diminuir a investigação a Luís Neves.
O procurador-geral da República (PGR), Amadeu Guerra, revelou esta quinta-feira estarem em curso três inquéritos, um processo no Tribunal de Contas e uma investigação de natureza administrativa sobre casos que envolvem o ministro Luís Neves.
"Havendo estas cinco investigações, havendo uma comissão parlamentar de inquérito criada para este efeito, creio que a apresentação de uma moção de censura [pelo Chega] não serve para outra coisa senão para diminuir o espaço de investigação que é devido ao país", afirmou o líder bloquista em declarações à margem da visita à Feira do Livro do Porto.
Para José Manuel Pureza, a moção, cuja discussão foi esta quinta-feira agendada para terça-feira, "não só é um jogo político artificioso, como é um instrumento que diminui as efetivas capacidades de fiscalização por parte do Parlamento e dos órgãos competentes".
"Da nossa parte, a única vontade que temos é que, efetivamente, haja investigação, haja esclarecimento, haja clarificação destas situações, porque elas são, enfim, demasiadamente enoveladas para que se possa continuar a aguentar esta situação", insistiu o dirigente partidário.
O coordenador bloquista comentou ainda as afirmações do primeiro-ministro Luís Montenegro, esta quinta-feira em São Tomé, quando afirmou que Luís Neves tem mostrado aptidão para resolver os problemas nos seus setores de responsabilidade.
O primeiro-ministro, ao falar da situação do ministro da Administração Interna (MAI), veio esta quinta-feira dizer que era uma questão de aptidão, de aptidão pessoal.
"Convém lembrar a Luís Montenegro que ele escolheu mal a palavra, porque se formos falar de aptidão, não há ministro do seu governo que tenha aptidão para ser ministro. Basta ver que na Saúde, na Justiça, na Habitação, enfim, em todos os setores do governo, o que nós temos é caos, o que nós temos é crise, o que nós temos é a vida das pessoas a ficar sempre mais difícil", disse José Manuel Pureza.
O dirigente usou depois da ironia para apontar "a exceção que é o ministro da Educação", afirmando que Fernando Alexandre "tem aptidão para criar caos", exemplificando-o com "os exames nacionais e a digitalização".
"O que o Bloco diz é que a aptidão dos ministros não é uma característica pessoal, não é algo que existe pela personalidade da pessoa. A aptidão de um ministro é resolver os problemas das pessoas. A aptidão de um chefe de governo é ter políticas que sejam justas e sejam decentes para o país", continuou o dirigente bloquista.
Para o líder do BE, o primeiro-ministro está numa "situação de completa incapacidade de demonstrar, de justificar aquilo que até agora não foi justificado".
"Na verdade, o país espera por esclarecimentos do ministro da Administração Interna e, de cada vez que o ministro da Administração Interna fala para dizer que vai esclarecer, complica", disse.
Neste contexto, prosseguiu o líder bloquista, "o primeiro-ministro, ao falar da questão da aptidão, não faz outra coisa senão acrescentar confusão à confusão. Isso, creio que é a única consequência a tirar daqui".
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
o que achou desta notícia?
concordam consigo
A redação do CM irá fazer uma avaliação e remover o comentário caso não respeite as Regras desta Comunidade.
O seu comentário contem palavras ou expressões que não cumprem as regras definidas para este espaço. Por favor reescreva o seu comentário.
O CM relembra a proibição de comentários de cariz obsceno, ofensivo, difamatório gerador de responsabilidade civil ou de comentários com conteúdo comercial.
O Correio da Manhã incentiva todos os Leitores a interagirem através de comentários às notícias publicadas no seu site, de uma maneira respeitadora com o cumprimento dos princípios legais e constitucionais. Assim são totalmente ilegítimos comentários de cariz ofensivo e indevidos/inadequados. Promovemos o pluralismo, a ética, a independência, a liberdade, a democracia, a coragem, a inquietude e a proximidade.
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza expressamente o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes ou formatos actualmente existentes ou que venham a existir.
O propósito da Política de Comentários do Correio da Manhã é apoiar o leitor, oferecendo uma plataforma de debate, seguindo as seguintes regras:
Recomendações:
- Os comentários não são uma carta. Não devem ser utilizadas cortesias nem agradecimentos;
Sanções:
- Se algum leitor não respeitar as regras referidas anteriormente (pontos 1 a 11), está automaticamente sujeito às seguintes sanções:
- O Correio da Manhã tem o direito de bloquear ou remover a conta de qualquer utilizador, ou qualquer comentário, a seu exclusivo critério, sempre que este viole, de algum modo, as regras previstas na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, a Lei, a Constituição da República Portuguesa, ou que destabilize a comunidade;
- A existência de uma assinatura não justifica nem serve de fundamento para a quebra de alguma regra prevista na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, da Lei ou da Constituição da República Portuguesa, seguindo a sanção referida no ponto anterior;
- O Correio da Manhã reserva-se na disponibilidade de monitorizar ou pré-visualizar os comentários antes de serem publicados.
Se surgir alguma dúvida não hesite a contactar-nos internetgeral@medialivre.pt ou para 210 494 000
O Correio da Manhã oferece nos seus artigos um espaço de comentário, que considera essencial para reflexão, debate e livre veiculação de opiniões e ideias e apela aos Leitores que sigam as regras básicas de uma convivência sã e de respeito pelos outros, promovendo um ambiente de respeito e fair-play.
Só após a atenta leitura das regras abaixo e posterior aceitação expressa será possível efectuar comentários às notícias publicados no Correio da Manhã.
A possibilidade de efetuar comentários neste espaço está limitada a Leitores registados e Leitores assinantes do Correio da Manhã Premium (“Leitor”).
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes disponíveis.
O Leitor permanecerá o proprietário dos conteúdos que submeta ao Correio da Manhã e ao enviar tais conteúdos concede ao Correio da Manhã uma licença, gratuita, irrevogável, transmissível, exclusiva e perpétua para a utilização dos referidos conteúdos, em qualquer suporte ou formato atualmente existente no mercado ou que venha a surgir.
O Leitor obriga-se a garantir que os conteúdos que submete nos espaços de comentários do Correio da Manhã não são obscenos, ofensivos ou geradores de responsabilidade civil ou criminal e não violam o direito de propriedade intelectual de terceiros. O Leitor compromete-se, nomeadamente, a não utilizar os espaços de comentários do Correio da Manhã para: (i) fins comerciais, nomeadamente, difundindo mensagens publicitárias nos comentários ou em outros espaços, fora daqueles especificamente destinados à publicidade contratada nos termos adequados; (ii) difundir conteúdos de ódio, racismo, xenofobia ou discriminação ou que, de um modo geral, incentivem a violência ou a prática de atos ilícitos; (iii) difundir conteúdos que, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, tenham como objetivo, finalidade, resultado, consequência ou intenção, humilhar, denegrir ou atingir o bom-nome e reputação de terceiros.
O Leitor reconhece expressamente que é exclusivamente responsável pelo pagamento de quaisquer coimas, custas, encargos, multas, penalizações, indemnizações ou outros montantes que advenham da publicação dos seus comentários nos espaços de comentários do Correio da Manhã.
O Leitor reconhece que o Correio da Manhã não está obrigado a monitorizar, editar ou pré-visualizar os conteúdos ou comentários que são partilhados pelos Leitores nos seus espaços de comentário. No entanto, a redação do Correio da Manhã, reserva-se o direito de fazer uma pré-avaliação e não publicar comentários que não respeitem as presentes Regras.
Todos os comentários ou conteúdos que venham a ser partilhados pelo Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã constituem a opinião exclusiva e única do seu autor, que só a este vincula e não refletem a opinião ou posição do Correio da Manhã ou de terceiros. O facto de um conteúdo ter sido difundido por um Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã não pressupõe, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, que o Correio da Manhã teve qualquer conhecimento prévio do mesmo e muito menos que concorde, valide ou suporte o seu conteúdo.
ComportamentoO Correio da Manhã pode, em caso de violação das presentes Regras, suspender por tempo determinado, indeterminado ou mesmo proibir permanentemente a possibilidade de comentar, independentemente de ser assinante do Correio da Manhã Premium ou da sua classificação.
O Correio da Manhã reserva-se ao direito de apagar de imediato e sem qualquer aviso ou notificação prévia os comentários dos Leitores que não cumpram estas regras.
O Correio da Manhã ocultará de forma automática todos os comentários uma semana após a publicação dos mesmos.
Para usar esta funcionalidade deverá efetuar login.
Caso não esteja registado no site do Correio da Manhã, efetue o seu registo gratuito.
Escrever um comentário no CM é um convite ao respeito mútuo e à civilidade. Nunca censuramos posições políticas, mas somos inflexiveis com quaisquer agressões. Conheça as
Inicie sessão ou registe-se para comentar.