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Correio da Manhã

Política
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“Quem usou a palavra irredutível foi o PSD”

O ministro da Presidência, Pedro Silva Pereira, afirmou este sábado que "quem usou, a propósito desta crise política, a palavra irredutível foi o PSD, não foi o PS", rejeitando que os partidos políticos escondam a sua agenda nas próximas eleições.
9 de Abril de 2011 às 12:59
Pedro Silva Pereira acusa PSD de posição "irredutível"
Pedro Silva Pereira acusa PSD de posição 'irredutível' FOTO: João Relvas/Lusa

À entrada para o segundo dia do XVII congresso nacional do PS, Silva Pereira afirmou que "é muito diferente ter um Governo liderado pelo Partido Socialista e por José Sócrates ou um Governo liderado pela direita e por Pedro Passos Coelho". "Este é o momento de fazer as escolhas políticas principais para o país e também de fazer o julgamento sobre o aconteceu nestas últimas semanas, porque isso é demasiado grave", sublinhou.

Para o ministro da Presidência "o facto de termos tido uma crise política totalmente irresponsável que nos arrastou para uma situação de pedido de ajuda externa não pode deixar de ser objecto de um julgamento por parte dos portugueses". "Depois teremos os resultados eleitorais e em função da escolha dos  portugueses, do quadro parlamentar que resultar dessas eleições, os partidos políticos terão que encontrar as melhores soluções para uma governação estável", observou.

Silva Pereira disse ainda que "o PS sempre foi favorável a uma governação estável", relembrando que "mesmo na iminência desta crise política, insistiu no diálogo, na negociação, no compromisso porque a estabilidade é importante para o país resolver os problemas".

O socialista rejeitou ainda a ideia de que o discurso do secretário-geral, José Sócrates, tenha sido de fractura, garantindo que foi "de clarificação das escolhas políticas". "O que não pode acontecer nas eleições de dia 5 de Junho é que os partidos políticos escondam a sua agenda", alertou.

Questionado sobre se há condições para esse consenso, Silva Pereira garantiu que sim, "porque da parte do PS a vontade deste diálogo sempre  existiu". "Quem usou, a propósito desta crise política, a palavra irredutível foi o PSD, não foi o PS nem o Governo. Quem recusou o diálogo, quem fechou as portas à negociação foi o PSD não foi o Governo", criticou.

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