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Correio da Manhã

Política
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QUESTÃO ABORTO VOLTA EM OUTUBRO

“O tema não está em cima da mesa”. A secretária Nacional do PS Maria de Belém não se pronuncia sobre se a direcção do partido apoia ou não um referendo à despenalização do aborto, apesar de existirem contactos entre deputados do PS e do Bloco de Esquerda para reunir, já em Outubro, as 75 mil assinaturas necessárias à realização da consulta popular.
21 de Julho de 2003 às 00:00
A iniciativa, que se pretende a-partidária, mereceu ontem duras críticas dos jovens socialistas católicos. Em comunicado contestaram a“legalização total do aborto”. Por seu turno, a secretária-geral da Juventude Socialista- responsável pelo projecto de lei sobre o tema – ainda aguarda por uma “clarificação” do partido sobre a matéria. Porém, Jamila Madeira desconhece os contactos entre o PS e BE para relançar a discussão. No entanto, garante desde já, que apoia todas as iniciativas que conduzam a uma “solução do problema”, quer pela via referendária, quer pela via legislativa.
Certo é que, mesmo sem uma posição única sobre o tema, a deputada do PS Ana Catarina Mendes afirmou, à Lusa no passado dia 11, que “o grupo de trabalho (PS e BE) entende que um novo referendo não é só necessário como inevitável”. E a questão “será colocada do ponto de vista da penalização da mulher que pratica a IVG”.
Na mesma altura, a deputada do BE Joana Amaral Dias defendeu que há condições para voltar a discutir o problema. Mas Jamila Madeira não acredita que a recolha de assinaturas consiga demover a maioria de direita a retomar o assunto, mesmo que até o Parlamento Europeu já se tenha manifestado no sentido de maior abertura para a questão.
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