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Correio da Manhã

Política
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RALHETE AOS DEPUTADOS DO PSD

Os deputados do PSD ouviram ontem um valente raspanete do líder da bancada parlamentar, Guilherme Silva, depois de na passada quinta-feira terem faltado à votação da regulamentação do Código do Trabalho.
19 de Maio de 2004 às 00:00
Ao que o CM apurou, a maior parte dos deputados faltosos defendeu que a ausência se deveu a uma falta de coordenação da direcção do grupo parlamentar, que não avisou a tempo a votação do diploma do Governo.
Os deputados Jorge Neto, que saiu da direcção da bancada recentemente, e Eugénio Marinho terão sido os parlamentares que mais argumentaram contra a reprimenda de Guilherme Silva.
Um dos parlamentares terá mesmo alegado falta de motivação para justificar a ausência numa votação tão importante para a Maioria.
Por causa da falta de quórum, a votação do diploma que regulamenta o Código do Trabalho, depois de ter sido discutida durante cerca de um mês, foi adiada.
Segundo um dos deputados presentes no plenário na quinta- -feira, o voto electrónico é que ajudou às "baldas" dos deputados. "É fácil introduzir o cartão no início da votação, quando se verifica o quórum. Depois, a votação é por bancada e muitos aproveitam para ir embora", explicou.
Foi isso que aconteceu. Na altura da votação, já só se encontravam 108 dos 230 deputados no plenário, o que deu demasiado nas vistas. Leonor Beleza, que presidia aos trabalhos, pediu uma nova contagem às presenças e verificou que os deputados eram insuficientes para continuar as votações. A situação embaraçou as bancadas do PSD e do CDS-PP porque se tratava de um diploma do Governo. Só os deputados da Maioria seriam suficientes para o aprovar.
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