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MICRONOVELA

Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Rangel diz que com chumbo do pacote laboral "morreu uma andorinha" mas a primavera continua

"Este é um Governo que quer pôr a economia a crescer e, para isso, nós temos que ter uma legislação laboral que seja dinâmica e flexível", assinalou o ministro dos Negócios Estrangeiros.

19 de junho de 2026 às 22:56

O ministro dos Negócios Estrangeiros afirmou esta sexta-feira que o chumbo do pacote laboral é mau para os trabalhadores que iam ter "mais direitos", ao contrário do que "a propaganda socialista" e a "demagogia do Chega" querem fazer crer.

Lembrando o ditado o popular "não acaba a primavera por morrer uma andorinha", Rangel defendeu que, com o chumbo do pacote laboral, "morreu uma andorinha e a primavera continua".

"A ser alguma derrota, é uma derrota para o crescimento económico e para os trabalhadores, porque os trabalhadores iam ter aqui muitos mais direitos", disse Paulo Rangel à margem das comemorações dos 25 anos da classificação do Alto Douro Vinhateiro como Património Mundial da UNESCO no Porto.

Dizendo não ser uma derrota para o Governo PSD/CDS-PP, o governante referiu que o chumbo é, em primeiro lugar, mau para o país e, em segundo lugar, mau para os trabalhadores.

"Os trabalhadores iam ter mais dias de férias e iam ter a possibilidade de que os avós tivessem licenças parentais e, portanto, pudessem ajudar a conciliar a vida laboral com a família e essas coisas caíram", frisou.

E caíram, acrescentou, porque "o PS não quer crescimento económico, não quer modernização, não quer mudar nada, quer que tudo fique como está, quer o imobilismo e o Chega só quer demagogia e populismo e queria sacrificar um crescimento económico a um corte de pensões".

"Este é um Governo que quer pôr a economia a crescer e, para isso, nós temos que ter uma legislação laboral que seja dinâmica e flexível", assinalou.

Rangel adiantou que se o PS e o Chega não querem reformar o país, o Governo vai continuar a querer.

A proposta do Governo para rever a legislação laboral foi esta sexta-feira chumbada, na generalidade, com os votos contra do Chega e da esquerda parlamentar, após o partido de André Ventura não ter alcançado um acordo com o PSD.

O texto contou apenas com os votos a favor dos partidos que suportam o Governo (PSD-CDS-PP) e da IL.

Chega, PS, Livre, PCP, BE, PAN e JPP votaram contra.

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