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Correio da Manhã

Política
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REFERENDO SOBRE A EUROPA DIVIDE ESQUERDA

O referendo ao projecto de Constituição Europeia parece estar a dividir a esquerda parlamentar. Essa divisão foi visível ontem em Belém no final do primeiro dia de audiências com os partidos políticos para discutir mais uma sessão legislativa.
2 de Outubro de 2003 às 00:00
O futuro da Europa foi um dos temas dominantes. PCP e BE defenderam a consulta popular, mas o Bloco acusou o PS de alinhar com o PSD e tentar “meter na gaveta” a iniciativa.
Miguel Portas, do BE, não quis passar incólume à ideia contrária ao referendo, defendida ontem por Jaime Gama (PS), nem ao facto de Pedro Adão e Silva (do secretariado do PS) ter referido ao ‘Público’ que a consulta popular estaria dependente das reformas definidas na Conferência Inter-Governamental (CIG). Ora, para o BE, este ‘timming’ não seria mais que um “plebiscito”. E, na ausência de um referendo, estar-se-ia perante a tentativa de “imposição de uma Constituição Europeia por cima da Portuguesa". Comunistas e bloquistas insistiram na importância de um referendo ao projecto de Constituição Europeia antes de ser ratificada, ainda que o líder do PCP não tenha apontada uma data para a consulta. Os Verdes – que também foram recebidos por Sampaio –, prefiriram falar tão-só em debater o processo. Em Belém, os três partidos também falaram sobre a Economia. "Esta política tem de ser interrompida”, insistiu Carvalhas considerando que o discurso da retoma por parte do Executivo “não passa de propaganda”. Portas considerou, por seu turno, que o País “está em marcha atrás” a nível económico e social. Hoje são ouvidos o PS e o CDS-PP.
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