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Correio da Manhã

Política
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Reformada pede ajuda a Francisco Lopes

Numa "arruada" em Sines, o candidato Francisco Lopes foi interpelado por uma idosa, entre lágrimas, que se queixou de o Governo ter tirado “as ambulâncias aos pobres". Rosa Maria, 68 anos, explicou ao candidato comunista as dificuldades de acesso aos tratamentos de saúde em Setúbal, um caso que este considerou "chocante".
17 de Janeiro de 2011 às 14:41
Candidato Francisco Lopes foi abordado pela população sobre os cortes na saúde
Candidato Francisco Lopes foi abordado pela população sobre os cortes na saúde FOTO: Lusa/Mário Cruz

Rosa revelou que recebe 210 euros de pensão e que necessita de tratamentos à vista no hospital de Setúbal e, face à decisão do Governo de regular o transporte de doentes, afirma que não sabe se no dia 2 de Fevereiro terá transporte: "Eu moro em Sines e querem que eu esteja em Setúbal às 19 horas”.

"As pensões estão congeladas, a medicação aumentou, não tenho dinheiro  para comer", queixava-se a mulher, que recebeu um abraço apertado do candidato.

Perante as inquietações da reformada, Francisco Lopes disse: "olhe para mim. Tem duas possibilidades: uma delas é calar-se, se não votar na minha candidatura, a outra é perante essas injustiças usar o voto para gritar essa indignação", disse.

O caso de Rosa Maria é mais um relato semelhante a outros que Francisco Lopes tem ouvido nos últimos dias, na sequência da decisão do ministério da Saúde.

Na prática, sublinhou, a medida implica que muitos doentes com problemas  financeiros vejam impedido o seu acesso aos tratamentos e consultas.

Por outro lado, as corporações de bombeiros confrontam-se com um problema: "adquiriram as ambulâncias, têm o pessoal necessário e estão parados, a serem estrangulados financeiramente", afirmou.

O papel do Presidente da República, defendeu Francisco Lopes, passa por vetar "leis que conduzam a isto".

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