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Correio da Manhã

Política
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Reformados interrompem plenário na Assembleia da República

Dezenas de reformados e pensionistas manifestaram-se esta sexta-feira nas galerias da Assembleia da República obrigando os deputados a interromper a sessão plenária.

 

3 de Maio de 2013 às 14:31

A ação de protesto decorreu depois de ter sido discutida uma petição para o aumento das reformas e pensões, tendo sido cantado o tema "Grândola, Vila Morena", de Zeca Afonso.

Depois de a presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, ter dado por terminada a discussão da petição apresentada pela presidente da Associação de Pensionistas e Reformados (APRE), Maria do Rosário Gama, dezenas de pessoas que ocupavam uma das galerias levantaram-se e cantaram a senha da revolução do 25 de Abril de 1974, empunhando camisolas negras nas quais podia ler-se "Não somos descartáveis".

Os trabalhos parlamentares estiveram interrompidos durante cerca de quatro minutos, enquanto agentes da PSP encaminhavam os manifestantes para a saída do edifício. Já no exterior do edifício da Assembleia da República, a presidente da APRE rejeitou que o facto de terem cantado 'Grândola, Vila Morena' no hemiciclo "não ajude à democracia", como afirmou durante a sessão a presidente do Parlamento.

“O que não ajuda à democracia é a posição do Governo, que nos rouba assim desta maneira. A discussão [parlamentar] passou-se sem qualquer perturbação, nós só manifestámos o nosso descontentamento no momento em que saímos", justificou Maria do Rosário Gama.

No período das votações, uma resolução do Bloco de Esquerda (BE) recomendando ao Governo o aumento de todas as pensões mínimas acabou por ser chumbada pela maioria e o PS. O projeto teve o apoio do BE, do PCP, do PEV e da deputada socialista Isabel Moreira, contando com a abstenção do deputado do PS Basílio Horta.

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