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Correio da Manhã

Política
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Relvas: Governo está disponível para aprender com "realidade"

O ministro adjunto Miguel Relvas afirmou nesta segunda-feira que o Governo está disposto a aprender com a "realidade" e a "fazer reajustamentos" quando assinava com as instituições de solidariedade social um protocolo para criação de emprego jovem.
1 de Outubro de 2012 às 14:19
Miguel Relvas, que lidera a comissão interministerial para a criação de emprego e formação jovem, referiu também que o combate ao desemprego "não se pode travar sozinho"
Miguel Relvas, que lidera a comissão interministerial para a criação de emprego e formação jovem, referiu também que o combate ao desemprego 'não se pode travar sozinho' FOTO: Lusa

Miguel Relvas - que não quis comentar os últimos dados do desemprego divulgados hoje pelo Eurostat e que aponta para uma subida da taxa para 15,9 por cento em Agosto - disse que o protocolo nesta segunda-feira assinado é, "uma vez mais", o compromisso do Governo "no combate ao desemprego e nesta ocasião especial, ao desemprego jovem".

A cerimónia, que contou também com o ministro da Solidariedade e da Segurança Social, Pedro Mota Soares, serviu para estabelecer um protocolo com a Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade, União das Misericórdias Portuguesas e com a União das Mutualidades Portuguesas para receberem estagiários nas respectivas instituições pagos a 100 por cento pelo Estado, com remunerações que vão até os 700 euros mensais.

Miguel Relvas, que lidera a comissão interministerial para a criação de emprego e formação jovem, referiu também que o combate ao desemprego "não se pode travar sozinho" e que, à semelhança do acordo com os parceiros sociais, cujo protocolo foi assinado na sexta-feira, "o Governo associa-se hoje às instituições representativas do sector social".

O ministro adjunto adiantou que este programa de estágios, incluído no programa Impulso Jovem, "permite aos desempregados jovens uma integração célere no mercado de trabalho" e, ao mesmo tempo, "permite às entidades da economia social o acesso a mão-de-obra qualificada".

O ministro da Solidariedade e da Segurança Social, na sua intervenção, fez questão de frisar que "o desemprego é a maior ameaça social e económica que temos de enfrentar", acrescentando que "é assim em Portugal como na Europa".

Pedro Mota Soares sublinhou que "existem sectores, como a economia social, que continuam a crescer" em contraciclo com os restantes sectores e que é necessário aproveitar tal situação.

A economia social "emprega 250 mil pessoas e é o principal empregador em certos distritos e concelhos", disse o ministro da Solidariedade, adiantando que são este tipo de instituições "que combatem a desertificação do país" e que não de deslocalizam.

Esta medida destina-se a jovens com idades compreendidas entre os 18 e os 30 anos, inscritos nos centros de emprego há pelo menos quatro meses.

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