No final de fevereiro, quando apresentou a candidatura, José Luís Carneiro, defendeu que cumpriu "com zelo" a missão de dirigir o PS quando o "declínio parecia irreversível".
José Luís Carneiro foi reeleito secretário-geral do PS nas eleições diretas do partido, com 96,9% dos votos. Os resultados apontam para uma taxa de participação de 53,2%, com um total de 20.012 votos. Contam-se 489 votos brancos e 135 votos nulos.
José Luís Carneiro vê assim reforçada a votação face à primeira vez em que foi eleito líder dos socialistas. Quando foi eleito pela primeira vez secretário-geral do PS, em junho do ano passado, também como candidato único, José Luís Carneiro teve 95,4% dos votos, equivalendo a 17.434 boletins.
Nessa eleição foram registados também 701 votos brancos e 128 nulos, numas diretas em que a taxa de participação foi de 48,9% e quando votaram cerca de 18 mil socialistas.
Durante o discurso na noite deste sábado, José Luís Carneiro referiu ter estado em contacto com os militantes do partido "de norte a sul do País" e que encontrou a "esperança de novo no PS". "E porque é que encontrei isso? Porque temos as prioridades certas em primeiro lugar para uma habitação mais digna, para todos. Em segundo para uma saúde que cuida e cuida de todos. Em terceiro para uma economia que valoriza o esforço, que promova a dignifica de dos trabalhadores, que não asfixia o esforço de quem trabalha, que estimule a classe média", continuou.
O agora reeleito secretário-geral dos socialistas apontou falhas ao Governo, "que prometeu tudo a todos e que agora falha tanto e a todo o País", referiu durante o discurso feito na sede do partido, no largo do Rato, em Lisboa.
José Luís Carneiro não esqueceu os jovens, sobretudo os que "vivem sem esperança no futuro". "A partir de maio vou convocar equipa do PS e iremos para o terreno. Com uma prioridade muito clara. Dar nova esperança a estes jovens", apontou o secretário-geral socialista.
Carneiro terminou o discurso apontando querer "melhores oportunidades para a sociedade portuguesa". "Portugal precisa da esperança e o PS é o grande partido da esperança, a casa da esperança", referiu.
No final de fevereiro, quando apresentou a candidatura, José Luís Carneiro, defendeu que cumpriu "com zelo" a missão de dirigir o PS quando o "declínio parecia irreversível" e que uniu o partido, considerando inaceitáveis posições de "colocar uns contra os outros".
Na moção global de estratégia com que se apresenta, intitulada "Contamos todos", Carneiro assegura que os socialistas não procuram "eleições legislativas antecipadas", mas têm "que estar preparados para estar à altura de todas as responsabilidades".
Além de votarem para a liderança, os militantes do PS elegeram também os delegados ao XXV Congresso Nacional agendado para 27, 28 e 29 de março, em Viseu.
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