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Correio da Manhã

Política
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Rio acusa Governo de inércia porque há dossiês que "não andam"

O presidente da Câmara do Porto, Rui Rio, acusou nesta quarta-feira o Governo de "inércia" porque há muitos dossiês parados, apontando, como "um bom exemplo", uma dívida de 2,4 milhões de euros, que se "arrasta há anos".
5 de Dezembro de 2012 às 21:26
Rio falava no final de uma cerimónia comemorativa dos 16 anos da classificação do Centro Histórico da cidade como Património Mundial, que teve lugar no átrio dos paços do concelho
Rio falava no final de uma cerimónia comemorativa dos 16 anos da classificação do Centro Histórico da cidade como Património Mundial, que teve lugar no átrio dos paços do concelho FOTO: Rafaela Cadilhe

"No que à Câmara do Porto concerne, as coisas não andam e não é por má vontade. Não andam porque não tem havido capacidade para as fazer andar e espero que as coisas se alterem, porque para o País é muito mau que as coisas se arrastem e não se consigam resolver", referiu o autarca portuense.

Rio falava no final de uma cerimónia comemorativa dos 16 anos da classificação do Centro Histórico da cidade como Património Mundial, que teve lugar no átrio dos paços do concelho.

Na intervenção que fez nessa cerimónia, o autarca social-democrata afirmou que "o Estado já não paga há dois anos" o que deve à Sociedade de Reabilitação Urbana (SRU) portuense, Porto Vivo.

"O apoio que o Estado dá à segunda cidade do país" para o projecto desenvolvido pela SRU é de "1,2 milhões de euros", encontrando-se em dívida 2,4 milhões. Acresce que a sociedade está sem presidente, uma vez que o anterior, Rui Moreira, se demitiu em Novembro, e não foi ainda substituído.

A SRU é o dossiê "mais conhecido, mas há muitos outros que não são do conhecimento público".

"Não quero dialogar com o Governo através da praça pública", justificou-se.

Rui Rio insistiu que tem "dossiês a mais que se arrastam e que não se conseguem resolver", afirmando que o preocupa "a sério".

"O que estou a dizer é que o Governo tem de funcionar melhor, claramente. Não é nada contra a Câmara do Porto, tem a ver com o funcionamento normal" do Governo. "É bom que as coisas comecem a funcionar melhor".

Questionado sobre as razões da "inércia" governamental, respondeu: "Não noto má vontade, não é isso que está em causa. Noto é uma inércia e uma incapacidade de andar para a frente".

Para Rio, não há motivações políticas no que diz estar a acontecer. "Não, não é essa, minimamente, a minha convicção", explicitou, reforçando a afirmação sobre a falta de capacidade para fazer os dossiês avançar.

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