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Correio da Manhã

Política
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Rio contra fim das regalias

O presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Rio, classificou ontem o fim das subvenções aos deputados como uma medida “desonesta”.
20 de Junho de 2005 às 00:00
Rui Rio, autarca do Porto
Rui Rio, autarca do Porto FOTO: Vítor Mota
Ao justificar a sua opinião, o autarca argumentou que “todo o país ficou a pensar que os deputados têm a reforma ao fim de 12 anos”, lembrando que os parlamentares “só recebem 48 por cento do seu vencimento, 12 meses por ano, e não 14, e só depois dos 55 anos”.
Em entrevista à Rádio Renascença, Rui Rio defende que, com as medidas tomadas, “o Governo ajuda a desprestigiar e a afastar da política pessoas de qualidade”, manifestando o seu apoio pessoal ao actual ministro das Finanças, que acumulava a reforma do Banco de Portugal com o ordenado de ministro.
Na mesma entrevista, o presidente da Câmara do Porto considera adequadas as posturas do Presidente da República, Jorge Sampaio, e do governador do Banco de Portugal, Vítor Constâncio, lamentando apenas que não tenham agido do mesmo modo no passado recente, numa referência à frase de Sampaio de que “há vida para além do défice”.
Enquanto candidato a um segundo mandato, o autarca recorda a polémica com o IPPAR e ministra da Cultura, sobre o Túnel de Ceuta, acusando organismo e governante de “falta de categoria, qualidade e sentido de responsabilidade”.
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