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Correio da Manhã

Política

Romney manterá presença na Base das Lajes

Caso ganhe as presidenciais norte-americanas de Novembro, o candidato republicano Mitt Romney vai ordenar ao Departamento de Defesa para recuar na decisão de reduzir a presença na Base das Lajes, Açores, disse à Lusa fonte da sua campanha.
26 de Agosto de 2012 às 12:18
Por trás da decisão norte-americana está a necessidade de cortes orçamentais projectados na Defesa, que Romney promete travar
Por trás da decisão norte-americana está a necessidade de cortes orçamentais projectados na Defesa, que Romney promete travar FOTO: Reuters

Adolfo Franco, um dos porta-vozes da campanha do adversário de Barack Obama, que será oficialmente nomeado candidato presidencial republicano na próxima semana, afirma que a redução na Base das Lajes, que vem sendo negociada entre os dois países, "seria algo a que o governador Romney se oporia especificamente".

"Seria um grande revés para as nossas relações bilaterais com Portugal, um grande erro", adiantou Franco, porta-voz da campanha do ex-governador do Massachusetts. 

No final de Fevereiro, o secretário da Defesa norte-americano, Leon Panetta, informou o ministro da Defesa português, José Pedro Aguiar-Branco, da intenção dos Estados Unidos de reduzirem a presença na Base das Lajes.

No encontro no Pentágono não foram discutidos números de redução de efectivos, mas apenas o início de um processo de negociações entre equipas norte-americanas e portuguesas, sobre a "modalidade" da reestruturação, segundo afirmou então o governante.

O futuro das Lajes, na ilha Terceira, tem causado apreensão nos Açores, onde pode ter a vir um impacto na economia local.

Por trás da decisão norte-americana está a necessidade de cortes orçamentais projectados na Defesa, que Romney promete travar.

"Os cortes na Defesa seriam uma ameaça de segurança muito séria para os Estados Unidos", afirma Franco.

Caso, após as eleições, os dois partidos não cheguem a "um grande compromisso" sobre a redução orçamental para os próximos anos, entram em vigor no final do ano cortes automáticos em vários sectores, incluindo na Defesa, que Franco afirma poderem ter sérias implicações para a segurança e mesmo para a economia do país.

Com a economia norte-americana a demonstrar falta de dinamismo crescente e o desemprego a manter-se em máximos históricos, a campanha de Romney tem-se esforçado para trazer para o centro da discussão a "falta de resultados" da administração Obama neste campo.

A experiência de Romney no "mundo dos negócios", sobretudo no fundo de investimento Bain, é usada como trunfo contra a experiência quase exclusivamente política de Obama.

Para a campanha de Romney, é necessária também uma postura mais determinada de Washington na procura de soluções para a crise da dívida europeia, que tem em Portugal um dos seus epicentros, e que tem afectado a retoma económica norte-americana, afirma Franco.

"Fortalecer laços com a Europa, integrar a nossa economia de uma maneira eficiente para os Estados Unidos e ajudar tanto quanto possível, pelo menos sendo uma voz de preocupação, é o que Romney faria e este presidente não tem feito", disse à Lusa.

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