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Correio da Manhã

Política
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Rui Rio antevê: "Governo metido num imbróglio"

Líder do PSD prefere ver como Governo vai lidar com “rol de reivindicações” do PCP e do Bloco de Esquerda.
Andresa Pereira 8 de Setembro de 2020 às 08:33
Rui Rio
Rui Rio é o presidente do PSD
Rui Rio
Rui Rio
Rui Rio
Rui Rio é o presidente do PSD
Rui Rio
Rui Rio
Rui Rio
Rui Rio é o presidente do PSD
Rui Rio
Rui Rio

O presidente do PSD acredita que o Governo de António Costa estará "metido num imbróglio" com o "rol de reivindicações" apresentado por parte do PCP e do Bloco de Esquerda nas negociações para o Orçamento do Estado de 2021.

"Se aquelas exigências que o Bloco de Esquerda e o PCP estão a fazer estivessem a fazer a mim, e eu fosse primeiro-ministro, eu sabia do que estava a falar e do imbróglio em que estava metido", afirmou esta segunda-feira Rui Rio numa visita à Escola Secundária D.Afonso Sanches, em Vila do Conde. O líder dos sociais-democratas declarou ainda que se "limita a constatar as notícias e a ver o rol de reivindicações, umas em cima das outras" e que, por isso, prefere "ficar a ver como é que o Governo vai lidar com isso".

As negociações para o Orçamento do Estado de 2021, entre PS, PCP e BE, têm sido intensas, com avisos de António Costa sobre uma possível crise política, caso os antigos parceiros da chamada geringonça não cheguem a acordo com o Executivo. Quanto a isto, Rui Rio considera que "o Governo está a construir o orçamento com o PCP e Bloco de Esquerda e que os 900 milhões de euros que o Estado pode vir a pagar ao Novo Banco é uma matéria que os três têm de resolver, não é comigo".

No que toca à posição do partido no debate e votação do orçamento, Rui Rio diz "estar à espera que o documento, e as suas normas, sejam apresentados na Assembleia da República para dar a sua opinião e decisão".

Apesar de já ter terminado, a Festa do Avante continua a ser motivo de crítica para o PSD. Durante a rentrée do PCP no passado domingo, Jerónimo de Sousa acusou a direita de "querer calar" os comunistas, acusação rejeitada por Rui Rio. "Isso não faz sentido nenhum, o PCP diz o que quer, não precisa de um festival de música para se exprimir politicamente. Ninguém quis calar, mas o PCP não esteve bem", respondeu.

SAIBA MAIS
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de outubro é a data limite para o Governo entregar o Orçamento do Estado de 2021 na Assembleia da República. De recordar que, para o Orçamento do Estado de 2020, a entrega do documento foi tardia, uma vez que as eleições legislativas realizaram-se a 6 de outubro de 2019.

Papel dispensável
O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, considera que "um acordo escrito com o Governo do PS é claramente dispensável" e que "aguarda pelo Orçamento do Estado para dar a sua contribuição".
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