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Política
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"Estamos mais perto de ganhar ao PS": Rui Rio assume obrigação em liderar PSD

Rui Rio apresentou esta sexta-feira a recandidatura à liderança do partido.
Correio da Manhã 22 de Outubro de 2021 às 18:47
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"Estamos mais perto de ganhar ao PS": Rui Rio assume obrigação em liderar PSD
Rui Rio apresentou esta sexta-feira a recandidatura à liderança do PSD numa cerimónia realizada no Porto.

"Primeiro Portugal, depois o partido e por fim nós próprios. É com esta máxima de Francisco Sá Carneiro em mente que decidi voltar a candidatar-me. Portugal espera por nós", declarou o líder do partido durante o discurso de apresentação. "Tenho a obrigação de me recandidatar. São os militantes e cada um deles que devem escolher o seu presidente e não as estruturas dirigentes nacionais ou locais.", acrescentou. 

O atual presidente do PSD começou por dizer que "quase contra tudo e contra todos" conseguiu atingir muitos dos objetivos a que se propôs nas autárquicas. 

Rui Rio salientou a importância da escolha dos eleitores. "O que está em causa é Portugal, a escolha do próximo primeiro-ministro. Estamos perante a responsabilidade da escolha de alguém que tenha resiliência e inequívocas capacidades de liderança. Está em causa o cargo que vai estar em disputa entre o PSD e o PS", explicou. 

O presidente do partido salientou que ganhar as próximas eleições legislativas e substituir a governação socialista está mais perto. "Nas autárquicas houve uma inversão da tendência de voto com um crescimento para o PSD e um decréscimo para o PS", afirmou Rui Rio durante a apresentação da recandidatura. Acrescentou que é preciso continuar a trilhar o caminho de "credibilidade que o partido tem vindo a fazer junto dos portugueses".

O candidato disse também que o país precisa de um "primeiro-ministro que fale a verdade e que não use os instrumentos governativos para fazer campanha partidária, mas para desenvolver o país".

Questionado sobre Rui Rangel, oponente nas eleições do PSD, Rui Rio disse que não está em causa a escolha de um "bom tributo" ou de um "eficaz angariador de votos partidários". "Estamos perante a responsabilidade da escolha de alguém que tenha capacidade de resiliência, coerência de percurso, experiência e vocação executiva, e inequívocos atributos de liderança", declarou.

O candidato defendeu que "seria muito prejudicial" para o partido e para o país se os sociais-democratas mudassem de líder.

As eleições diretas para presidente da Comissão Política Nacional do PSD estão marcadas para 4 de dezembro.
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