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Correio da Manhã

Política
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Rui Rio arrisca primeira derrota expressiva em maio nas Europeias

PSD conquista 19,8% das intenções de voto, devendo manter os mesmos seis eleitos.
Janete Frazão 24 de Janeiro de 2019 às 08:00
Rui Rio no Conselho Nacional do PSD
António Costa quer apostar em Pedro Marques na Europa. Decisão do secretário-geral do PS não é consensual
David Justino é vice-presidente da direção nacional de Rui Rio
João Ferreira é candidato da CDU
Rui Rio no Conselho Nacional do PSD
António Costa quer apostar em Pedro Marques na Europa. Decisão do secretário-geral do PS não é consensual
David Justino é vice-presidente da direção nacional de Rui Rio
João Ferreira é candidato da CDU
Rui Rio no Conselho Nacional do PSD
António Costa quer apostar em Pedro Marques na Europa. Decisão do secretário-geral do PS não é consensual
David Justino é vice-presidente da direção nacional de Rui Rio
João Ferreira é candidato da CDU
Clara derrota do PSD nas eleições Europeias. É esta a principal conclusão de uma sondagem da Aximage para o CM, em que a intenção de voto nos sociais-democratas se situa nos 19,8%. A larga distância do partido liderado por Rui Rio fica o PS, que obtém a confiança de 32,6% dos eleitores.

Estas percentagens significam, em termos de projeção de eurodeputados, que o PSD conseguirá eleger os mesmos seis do que em 2014. Nesta sondagem foram tidas em conta margens que têm por base o número de indecisos (15,4%) e, que, no caso do PSD, dão lugar a um intervalo de 5 a 7 deputados. Nas últimas Europeias o partido concorreu em coligação com o CDS-PP, o que no total perfez os 7 deputados.

Fora da coligação, o partido de Assunção Cristas conquista sozinho 8,4% das intenções de voto e poderá eleger mais um representante (intervalo 2 a 3) para o Parlamento Europeu a 26 de maio.

O mesmo acontece com os socialistas, que poderão sair com um papel reforçado neste ato eleitoral com a eleição de mais um eurodeputado em relação ao escrutínio de 2014, ou seja, 9 eleitos (8 a 10) em vez dos atuais 8. Em termos de surpresas, também o BE, com uma intenção de voto de 6,3%, pode conquistar mais um deputado, passando de 1 para 2 (1 a 2). Já a CDU, que reúne a confiança de 11,3% dos eleitores, poderá perder os atuais 3 parlamentares e passar a ter apenas 2 (2 a 3).

A mesma sondagem refere que o PAN poderá alcançar 2% dos votos e o Aliança, de Santana Lopes, 1,2%. Há ainda 3% dos portugueses que não sabem ou não respondem.

Face a estes números, fica óbvio que o PSD é o grande derrotados das Europeias deste ano. Números que Rui Rio tende a desvalorizar. Foi assim na abertura do último Conselho Nacional extraordinário do do partido, na quinta-feira passada, e no qual Rio recordou aos adversários internos que, ao contrário de alguns, está habituado a ganhar eleições e a perder nas sondagens. "Não sou candidato a sondagens", reforçou então.

SAIBA MAIS
26
de maio é a data agendada para o próximo sufrágio para o Parlamento Europeu. As eleições de 2019 servirão para escolher 705 eurodeputados, mantendo Portugal os 21 assentos que tem na atual legislatura.

PS venceu em 2014
Em 2014 o PS, numa lista encabeçada por Francisco Assis, venceu as eleições e elegeu oito deputados contra 7 da Aliança Portugal. A coligação formada por PSD e CDS, que agora não concorrem em conjunto, saiu derrotada do ato eleitoral.

Surpresas nas eleições
As grandes surpresas das últimas Europeias foram a eleição de dois deputados pelo MPT , numa lista encabeçada por Marinho e Pinto, e a derrota do BE, que perdeu dois dos três deputados eleitos em 2009.

Candidatos anunciados
Já foram anunciados como cabeças de lista às Europeias o eurodeputado Nuno Melo (CDS), João Ferreira (CDU), Marisa Matias (BE), o assessor parlamentar do PAN, Francisco Guerreiro, e Paulo Sande pela Aliança de Santana Lopes.

Abstenção prevista de 64% nas europeias
A sondagem CM/Aximagem aponta para uma abstenção elevada: 64%. Nas últimas eleições Europeias a abstenção foi de 66,16%.

Aliança alcança 1,2% das intenções de voto
O Aliança, partido de Santana Lopes, estreia-se em atos eleitorais com uma intenção de voto de 1,2%, segundo a sondagem CM/Aximage.

Justino recusa "vassourada"
David Justino afirma que não vai haver uma "vassourada" no PSD. O vice-presidente da direção do partido assegura que as listas para as próximas eleições vão integrar "as várias sensibilidades".

Montenegro sai de cena até outubro
Luís Montenegro, que viu gorado o desafio feito a Rui Rio para convocar diretas no PSD, vai deixar os dois espaços de comentário que mantém na TSF e TVI, pelo menos até às legislativas de outubro.

Ana Gomes decide não se candidatar
A eurodeputada Ana Gomes anunciou que não se recandidata e justifica a decisão por defender a limitação de mandatos, princípio que deve aplicar, por isso, a si própria. A socialista já cumpriu três.

CDU elege ferrovia para tiro de partida
João Ferreira, cabeça de lista da CDU às Europeias, saiu esta quarta-feira pela primeira vez à rua nessa qualidade.

O também vereador na Câmara Municipal de Lisboa viajou de comboio entre a Portela de Sintra e o Rossio, Lisboa. Na estação da Reboleira reuniu com trabalhadores do setor. Hoje, visita as instalações e reúne com a administração da EMEF-Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário. 

Assis fica de fora das listas do PS
Francisco Assis, cabeça de lista socialista nas Europeias de 2014, fica agora fora das listas do partido. Dentro do PS, o antigo líder parlamentar foi um dos maiores críticos da solução política que juntou a denominada geringonça e que permitiu a Costa chegar a primeiro-ministro. 

Ministro Pedro Marques foi o escolhido de Costa
Pedro Marques, atual ministro do Planeamento e das Infraestruturas, será o cabeça de lista do PS às eleições Europeias de 26 de maio. O Correio da Manhã sabe que o nome do governante não foi uma escolha consensual no partido, mas a verdade é que foi o nome eleito pelo próprio secretário-geral do partido e primeiro-ministro, António Costa.

Como número dois da lista socialista, que será publicamente apresentada apenas a 16 de fevereiro, está a já eurodeputada Maria João Rodrigues, seguida de Pedro Silva Pereira e Carlos Zorrinho, também já eles eurodeputados.

Logo depois, aparece o nome de Margarida Marques, ex-secretária de Estado dos Assuntos Europeus do atual Governo. Recorde-se que a agora deputada do PS à Assembleia da República foi afastada do executivo na sequência da remodelação levada a cabo por António Costa em julho de 2017. É um nome agora recuperado pelo partido para as eleições Europeias. Os outros candidatos em lugar elegível deverão vir do PS/Madeira e Açores.

Entretanto, o partido está já no terreno, desde o passado dia 12, com uma série de convenções regionais, num total de sete, sob o mote ‘Rumo às Europeias 2019’. Esta iniciativa vai culminar numa Convenção Nacional, a realizar no dia 16 de fevereiro, em Vila Nova de Gaia, em que os socialistas vão aprovar o seu manifesto nacional, mas onde será também anunciada a lista do partido candidata às eleições Europeias de 26 de maio.

António Costa tem estado a participar nestas convenções de caráter regional que passam pelo Alentejo, Algarve, Açores, Madeira, Centro, Norte e Lisboa e Vale do Tejo.

Rangel deverá encabeçar lista. Amaro e Meirelles são novidades
O presidente do PSD, Rui Rio, tem dado a entender que as listas para as Europeias só deverão estar concluídas em meados de fevereiro, mas o CM sabe que os principais nomes estão praticamente fechados. Paulo Rangel deverá manter-se como cabeça de lista dos sociais-democratas.

As principais novidades estão na entrada de Isabel Meirelles, vice-presidente do PSD, e Álvaro Amaro, líder dos Autarcas Sociais Democratas, para os primeiros lugares da lista. Aí manter-se-á, também, José Manuel Fernandes, líder da distrital de Braga. De saída estará Cláudia Aguiar, eurodeputada eleita pela Madeira.

"O Bloco não é um partido populista"
Marisa Matias, cabeça de lista do BE às Europeias, rejeita que o Bloco seja um partido populista e prevê "a implosão do bloco central" em maio.

Aplicação da lei da paridade em dúvida
A aplicação da lei da paridade nas Europeias ainda está em dúvida, disse Elza Pais, presidente da subcomissão para a Igualdade.

FICHA TÉCNICA

Universo indivíduos inscritos nos cadernos eleitorais em Portugal com telefone fixo no lar ou possuidores de telemóvel. Amostra aleatória e estratificada (região, habitat, sexo, idade, escolaridade, atividade e voto legislativo) e representativa do universo foi extraída de um subuniverso obtido de forma idêntica.

A amostra teve 608 entrevistas efetivas: 283 a homens e 325 a mulheres; 56 no Interior Norte Centro, 84 no Litoral Norte, 104 na Área Metropolitana do Porto, 109 no Litoral Centro, 174 na Área Metropolitana de Lisboa e 81 no Sul e ilhas; 100 em aldeias, 164 em vilas e 344 em cidades. A proporcionalidade pelas variáveis de estratificação é obtida após reequilibragem amostral.

Técnica
Entrevista telefónica por C.A.T.I., tendo o trabalho de campo decorrido entre os dias 4 e 7 de janeiro de 2019, com uma taxa de resposta de 76,4%. Erro probabilístico Para o total de uma amostra aleatória simples com 608 entrevistas, o desvio-padrão máximo de uma proporção é 0,020 (ou seja, uma margem de erro - a 95% - de 4,00%).

Responsabilidade do estudo
Aximage Comunicação e Imagem Lda., sob a direção técnica de Jorge de Sá e de João Queiroz

BE PSD Marinho Portugal Aximage Parlamento Europeu Paulo Sande Rui Rio secretário-geral PS Santana Lopes
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