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Correio da Manhã

Política
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Rui Rio condena ataques em Gaza e apela ao cessar-fogo

Líder social-democrata referiu que nesta matéria, também o Governo português tem uma responsabilidade acrescida por se encontrar a liderar a União Europeia.
Lusa 17 de Maio de 2021 às 14:21
Rui Rio
Rui Rio FOTO: Direitos reservados
O presidente do PSD, Rui Rio, remeteu esta segunda-feira a sua posição sobre o conflito no Médio Oriente para um projeto de resolução dos sociais-democratas apelando ao cessar-fogo e ao diálogo.

"Não sei se já entrou, mas penso que já entrou um projeto de resolução justamente a condenar a situação neste momento e apelar às duas partes para o cessar-fogo e para acabar com o conflito e fazer-se tudo pela via do diálogo", afirmou em declarações aos jornalistas.

Numa visita "por coincidência" ao Museu do Holocausto, no Porto, o líder social-democrata referiu que nesta matéria, também o Governo português tem uma responsabilidade acrescida por se encontrar, neste momento, a liderar a União Europeia, o que lhe confere uma "força adicional".

Apesar disso, Rio reconhece que "não é fácil conseguir acalmar o conflito para um país como Portugal" e ou mesmo para o espaço europeu.

Durante a madrugada, o Exército de Israel bombardeou intensamente o território de Gaza onde, no domingo, morreram 42 civis, tendo o Hamas e a Jihad Islâmico lançado foguetes contra povoações israelitas perto da fronteira.

A guerra está a atingir fortemente a população civil da Faixa de Gaza, território onde até ao momento perderam a vida 197 palestinianos, incluindo 58 menores e 34 mulheres.

De acordo com o Ministério da Saúde de Gaza ficaram feridas até ao momento 1.235 pessoas.

Os atuais combates são considerados os mais graves desde 2014.

Os combates começaram em 10 de maio, após semanas de tensões entre israelitas e palestinianos em Jerusalém Oriental, que culminaram com confrontos na Esplanada das Mesquitas, o terceiro lugar sagrado do islão junto ao local mais sagrado do judaísmo.

Ao lançamento massivo de 'rockets' por grupos armados em Gaza em direção a Israel opõe-se o bombardeamento sistemático por forças israelitas contra a Faixa de Gaza.

O conflito israelo-palestiniano remonta à fundação do Estado de Israel, cuja independência foi proclamada em 14 de maio de 1948.

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