Barra Cofina

Correio da Manhã

Política

Rui Rio ironiza: "Bazuca" de Costa é afinal "metralhadora" que dispara de rajada

Presidente do PSD voltou a criticar o que considera ser "o facilitismo" do Governo na fiscalização dos apoios sociais.
Lusa 20 de Setembro de 2021 às 15:49
Rui Rio
Rui Rio FOTO: Lusa
O presidente do PSD ironizou esta segunda-feira que, apesar de António Costa chamar bazuca ao Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), na verdade trata-se de uma metralhadora, já que o primeiro-ministro "dispara de rajada", em vez de com tiros certeiros.

No primeiro almoço comício da campanha, na Maia, Rio avisou a plateia (cerca de 200 pessoas) que nem todos perceberiam os termos técnicos que iria utilizar.

"O que é uma bazuca? Uma bazuca dispara tiro a tiro e o dr. António Costa dispara de rajada, não é uma bazuca, é uma metralhadora", apontou, em tom bem-disposto, entre risos e aplausos dos apoiantes.

Mas, continuou, nem sequer se trata de uma metralhadora G3, mas de uma HK21.

"Eu aprendi na tropa e disparei com a HK21, é que a HK21 tem uma fita, e aquilo carrega-se, tem dois pés à frente, e aquilo dispara que nunca mais para, tatatatatatata", disse, simulando o som dos 'tiros.

"Estou a ver que pouca gente fez a tropa e não está familiarizada com estes termos", acrescentou.

Além do mais, considerou, estes 'disparos' do primeiro-ministro nem sempre são certeiros, estranhando que António Costa tenha passado pela Maia e nem sequer tenha falado da ligação do metro.

"Mete-se no carro, dá umas rajadas, volta para o carro, e sai noutro concelho e dá mais rajadas (...) Tem prometido, mas sem critério nenhum, deve ser um papelinho que lhe põem à frente", considerou.

Rio disse confiar que, quer na Maia, quer no resto do país "os portugueses vão perceber que isto não é forma de fazer campanha", chamando a António Costa "o primeiro-ministro da metralhadora HK21".

O presidente do PSD voltou a criticar o que considera ser "o facilitismo" do Governo na fiscalização dos apoios sociais, defendendo que devem ser dados a quem precisa e "não para tirar às pessoas a vontade de trabalhar".

Ao sétimo dia de campanha, realizou-se o primeiro almoço comício na caravana do PSD, com perto de duzentas pessoas sentadas em mesas redondas num espaço interior. Pelo menos à comunicação social, não foi solicitada apresentação de certificado digital relativo à covid-19.

De acordo com as regras disponíveis no portal do Governo Estamos on, a apresentação do certificado ou teste é exigível para acesso a eventos com mais de mil pessoas no exterior e 500 no interior e aplica-se à assistência a casamentos e batizados com mais de dez pessoas.

Até agora, as iniciativas de campanha do presidente do PSD têm sido sobretudo contactos de rua com a população - em que toda a comitiva usa máscara, mesmo ao ar livre - e mesmo as curtas intervenções que Rio faz a partir do carro palco do partido têm sido no exterior.

Antes de Rui Rio, o presidente da Câmara da Maia e recandidato à Maia, Silva Tiago, centrou também a sua intervenção no PRR, avisando que "só os mais bem preparados e melhores projetos serão contemplados".

"Este não é tempo de aventureirismos ou de aprendizes de feiticeiros, nem é o tempo de a Maia ser governada a partir do Terreiro do Paço", avisou.

A Câmara da Maia, no distrito do Porto, é atualmente liderada pela coligação PSD/CDS-PP que conquistou, nas autárquicas de 2017, seis mandatos, sendo oposição no executivo a coligação PS/JPP com cinco eleitos.

Candidatam-se à Câmara Municipal de Maia, no próximo dia 26 de setembro, António Silva Tiago (PSD/CDS-PP), Francisco Vieira de Carvalho (PS), o jornalista Alfredo Maia (CDU), o mediador de seguros Silvestre Pereira (Bloco de Esquerda) e o empresário André Pedro Almeida (Chega).

Ver comentários