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Correio da Manhã

Política
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Rui Rio promete combate a abusos e escolha de candidatos autárquicos competentes

Presidente do PSD diz que escolha dos candidatos obedecerá a critérios de competência e não de fação partidária.
Lusa 7 de Fevereiro de 2020 às 23:14
Rui Rio
Rui Rio FOTO: José Coelho/Lusa
O presidente do PSD afirmou esta sexta-feira que a escolha dos candidatos autárquicos obedecerá a critérios de competência e não de fação partidária, num discurso em que prometeu ser inflexível contra abusos e clientelismo no Poder Local.

Estas posições foram transmitidas por Rui Rio no discurso de abertura do 38º Congresso Nacional do PSD, em Viana do Castelo, durante a qual defendeu a descentralização e desconcentração - responsabilizando mesmo a administração Central pela esmagadora maioria da dívida contraída pelo país - e definiu objetivos partidários para as eleições autárquicas de 2021.

"A escolha de um autarca não é a escolha de um amigo nem a do líder de uma qualquer fação partidária. Ela tem de ser ditada com base em critérios de competências, dedicação e de credibilidade. Temos, em 2021, de recuperar o terreno perdido em 2013 e em 2017. Recuperar presidências de câmara, mas também de vereadores e eleitos de freguesia", considerou.

Em termos de fasquia eleitoral, Rui Rio adiantou que, nas autarquias em que o PSD não vencer, deve eleger um número de vereadores consentâneo com a dimensão histórica do partido, "ultrapassando os fracos resultados obtidos nos dois últimos atos eleitorais, designadamente nos concelhos mais populosos do país".

"Temos de aumentar, de uma forma muito significativa, o número de votos nas listas do PSD, mesmo quando estes não sejam suficientes para eleger os nossos candidatos ao lugar cimeiro", reforçou.

Na sua intervenção, o líder social-democrata abordou também a questão da corrupção, deixando aqui um aviso: "Sempre que houver aproveitamento abusivo de meios públicos autárquicos para fins de natureza pessoal ou partidária, ou da utilização da autarquia como empregador de clientelas partidárias, esses casos têm de merecer o nosso inteiro repúdio e uma atenção especial do próprio Ministério Público - independentemente do partido a que pertencer o presidente da autarquia em causa", frisou Rui Rio, recebendo palmas dos delgados sociais-democratas.

Neste ponto, o presidente do PSD defendeu que o poder local democrático, "por tudo o que tem feito pelos portugueses, não merece que casos desse género possam manchar o seu prestígio e a sua honra".

"O autarca é o escolhido entre os seus, o primeiro embaixador da sua terra, o provedor dos seus cidadãos. Temos, por isso, a obrigação de honrar o Poder Local, escolhendo os melhores para os nossos candidatos", insistiu.

Perante dos delegados sociais-democratas, Rui Rio sustentou a tese de que "a implantação de uma força partidária mede-se, em primeiro lugar, pela dimensão da sua presença nas autarquias locais".

"Mais do que o número de deputados que consegue eleger para a Assembleia da República, é o número de autarcas eleitos que, do ponto de vistas estrutural, mede a verdadeira força de um partido na sociedade", considerou.

Já em relação às próximas eleições regionais nos Açores, o presidente do PSD começou por apontar que "o PS instalou-se no poder açoriano há 24 anos", provocando uma "estagnação" desta região autónoma em termos de desenvolvimento.

"É urgente libertar os Açores da lógica socialista que tem vindo a imperar e conseguir eleger um novo Governo Regional que volte a conduzir os açorianos à senda do progresso e do desenvolvimento. Temos nos Açores um excelente candidato a presidente do Governo Regional, o nosso companheiro José Manuel Bolieiro, ilustre presidente da Câmara de Ponta Delgada", declarou.

A candidatura de José Manuel Bolieiro, na perspetiva de Rui Rio, "permite acalentar a esperança de um resultado vitorioso nas eleições" do final deste ano.

"Temos a fundada esperança de que o PSD pode voltar em breve à liderança do Governo Regional dos Açores", acrescentou.

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