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Correio da Manhã

Política
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Rui Rio recusa eleições diretas no PSD mas leva a votos moção de confiança à sua direção

Presidente do partido reage ao desafio de Luís Montenegro com a convocação de Conselho Nacional para decidir sua continuidade.
12 de Janeiro de 2019 às 18:34
Rui Rio
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O presidente do PSD, Rui Rio, disse este sábado não alinhar em "golpes palacianos" e recusou eleições no PSD. O presidente do partido anunciou que vai levar uma moção de confiança à sua direção à votação do Conselho Nacional. O líder do partido reage assim ao desafio de Luís Montenegro, que lhe pediu que convocasse eleições diretas de imediato. Rio diz assim que o futuro da direção a que preside fica nas mãos nos conselheiros nacionais do partido.

"O atual momento é de clarificação. Já pedi a convocação do Conselho Nacional extraordinário. Sempre honrei os meus compromissos até ao fim. Disse e cumpri. Tenho um respeito absoluto da legitimidade e respeito por quem se candidata a eleições. Nunca participei nem participaria em golpes palacianos", começou por dizer Rui Rio.

"Há muito tempo que estou consciente de que um país necessita de um conjunto de reformas estruturais que a não serem feitas vão destruir o futuro coletivo. Todos têm de estar prontos para dialogar. Nunca enganei ninguém", disse.

"O País tem assistido a um espetáculo deplorável. Luís Montenegro não se candidatou por razões táticas. O PSD é um partido demasiado grande para poder estar sujeito a manobras táticas e para estar sujeito a agendas pessoais. O PSD não é um partido unipessoal. Não há memória de um dirigente ter lançado uma confusão enorme. Esta atitude demonstra falta de clareza", criticou Rui Rio.

Na sexta-feira, o antigo líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro, manifestou disponibilidade para se candidatar à liderança do partido e desafiou Rui Rio a convocar eleições diretas antecipadas de imediato.

"Se tem mesmo Portugal à frente de tudo, mostre coragem e não hesite em marcar estas eleições internas, não tenha medo do confronto, não se justifique atrás de questões formais, o tempo é de confronto político", afirmou Montenegro, numa declaração sem direito a perguntas no Centro Cultural de Belém, em Lisboa.

O presidente do PSD já foi questionado duas vezes sobre este desafio - sexta-feira à noite no Porto, após uma audiência com o Presidente da República, e hoje em Coimbra, depois de uma reunião do Conselho Estratégico Nacional -- e ambas as ocasiões prometeu reagir "a seu tempo".

"Eu vou responder, naturalmente, não vou fazer de conta que nada está a acontecer, seria uma grande hipocrisia. Agora eu fui corredor de cem metros, mas quando tinha 20 anos de idade, agora é mais meio fundo e fundo, portanto, com calma e na devida altura", afirmou.

Rui Rio completa no domingo um ano como presidente do PSD, num mandato que é de dois anos.

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