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Correio da Manhã

Política
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Rui Rio recandidata-se à liderança do PSD sem tolerar boicotes

Líder invoca “interesse público” para recandidatura e fala em “fragmentação” do Partido Social-Democrata.
Wilson Ledo e Patrícia Lima Leitão 22 de Outubro de 2019 às 07:59
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Líder invoca “interesse público” para recandidatura e fala em “fragmentação” do Partido Social-Democrata.
Duas semanas depois das Legislativas, Rui Rio quebrou o silêncio e confirmou os rumores: vai recandidatar-se à presidência do PSD nas eleições internas de janeiro e assumir, para já, a liderança da bancada parlamentar.

"Nesta circunstância, compromete-me colocar o interesse público acima de tudo o mais e manter a minha disponibilidade para continuar a servir o PSD e, por seu intermédio, Portugal", confirmou, no Porto, numa declaração em que arrasou os críticos internos. "A minha não recandidatura pode levar o partido a uma fragmentação", justificou o presidente social-democrata.

Seja qual for o resultado da corrida interna, o presidente do PSD assegura que vai respeitar a decisão dos militantes "sem qualquer mágoa ou azedume". Mas alertando que, se a votação lhe confirmar a liderança, Rio não estará "disponível para enfrentar deslealdades e permanentes boicotes internos", numa referência à tentativa de Luís Montenegro, em janeiro passado, para forçar diretas.

Na declaração, Rio fez apenas uma referência direta, a Miguel Relvas, para lembrar que este o acusa de não gostar do próprio partido. "Em parte, tem razão, porque muitas vezes não gosto mesmo nada do que vejo nos partidos políticos, incluindo o meu." Mas deixou farpas ao antigo líder parlamentar, Luís Montenegro, referindo-se aos que se movem por "vaidade pessoal".

"O PSD precisa de uma liderança que defenda a social-democracia e mantenha o partido no centro político, não permitindo que ele se transforme numa força partidária ideologicamente vazia ou de perfil eminentemente liberal", disse.

Até ao próximo congresso, em que será empossado o novo líder, Rio vai assegurar a liderança da bancada do PSD, mantendo a postura "de sempre" enquanto líder da oposição. "Nunca farei aos outros o que me fizeram a mim", rematou.

SAIBA MAIS
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opositores já confirmaram a vontade de disputar a liderança do PSD ocupada atualmente por Rio. Luís Montenegro foi o primeiro a avançar, dois dias depois das eleições. Já Miguel Pinto Luz confirmou essa vontade no final da semana passada.

Miguel Pinto Luz reagiu
Uma hora após o anúncio de Rio, Pinto Luz reagiu em comunicado: o rival considera que a candidatura é "expectável" e espera que possa contribuir para enriquecer o debate. O CM contactou ainda Luís Montenegro, mas não obteve qualquer reação.
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