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Correio da Manhã

Política
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Rui Tavares abandona BE e quer desculpas de Louçã

O eurodeputado Rui Tavares vai passar a independente e abandonou a delegação do Bloco de Esquerda no Parlamento Europeu. Tavares diz que perdeu confiança política em Francisco Louçã e exige-lhe um pedido de desculpas. Tudo porque Louçã o acusa de ter dado “informações erróneas” sobre a fundação do partido.
21 de Junho de 2011 às 12:50
Rui Tavares critica “a aparente leviandade com que Francisco Louçã extrapola em público sobre a sua curiosidade"
Rui Tavares critica “a aparente leviandade com que Francisco Louçã extrapola em público sobre a sua curiosidade' FOTO: Bruno Colaço

De acordo com uma nota divulgada do seu blogue pessoal, Rui Tavares diz que Louçã o acusa de ter esquecido o nome de Fernando Rosas na fundaçãom do BE, segundo artigos publicados nos jornais ‘Sol’ e ‘i’.

“Francisco Louçã escreve que o jornalista do primeiro artigo ‘tinha sido levado ao engano por uma informação de uma conversa com o Rui Tavares’, e notando que a mesma informação errónea terá saído noutro jornal, confessa-se ‘curioso acerca da coincidência de dois enganos tão estranhos’, concluindo que é “simplesmente uma falsificação a tentativa de retirar o Fernando [Rosas] desta história e de a refazer com novos protagonistas”, escreve Tavares.

“Como é evidente, nunca disse a qualquer jornalista, ou a qualquer pessoa, em privado ou em público, que Daniel Oliveira fosse um dos quatro fundadores do Bloco de Esquerda, e jamais omitiria o nome de Fernando Rosas para o substituir fosse por quem fosse”, refere em sua defesa.

“Conheço muito bem a história da fundação do Bloco de Esquerda e já conhecia na época vários dos seus protagonistas. Nunca mentiria nem levaria alguém ‘ao engano’ sobre ela, porque simplesmente é coisa que nunca faço. Ponto final, parágrafo”, acrescenta.

Rui Tavares critica ainda “a aparente leviandade com que Francisco Louçã extrapola em público sobre a sua curiosidade ‘acerca da coincidência de dois enganos tão estranhos’, ligando-a um deputado eleito em listas do seu partido, sem ter feito o mais fácil que seria telefonar a esse deputado para procurar satisfazer essa curiosidade”.

“Eu não sou, caro Francisco Louçã, dos que refazem a história. E, politicamente, eu não sou daqueles que apagam um camarada da fotografia para lá pôr outro”, diz.

“O mínimo que espero de Francisco Louçã é que esclareça a confusão que levianamente criou, peça desculpas pelo facto, e retracte o seu texto”, conclui Rui Tavares.

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