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Correio da Manhã

Política
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Saída de Rui Rio do Parlamento marca debate da ‘emergência’

Líder do PSD critica presença de mais de 16 deputados do seu partido, como decidido em conferência de líderes.
João Maltez 25 de Março de 2020 às 08:25
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Saída de Rui Rio do Parlamento marca debate da ‘emergência’

Sem tensão e com o chefe do Governo, António Costa, a responder a todas as perguntas dos deputados, o primeiro debate quinzenal no Parlamento desde a declaração do estado de emergência, realizado esta terça-feira, acabou por ficar marcado pela decisão do líder do PSD, Rui Rio, que decidiu sair do hemiciclo, agastado com o número de parlamentares do seu partido que estiveram presentes.

Defensor de que no Parlamento, no momento atual, só deveria estar a funcionar a comissão permanente, como em período de férias, Rio explicou aos jornalistas que mantém a crítica à decisão da conferência de líderes , de juntar um quinto dos deputados (46 dos 230) nas reuniões plenárias, mas admitiu que aceitava a decisão tomada pela maioria. Só que, não foi esse o entendimento da sua bancada parlamentar.

"Ao PSD cabem 16 deputados, não estavam 16, estavam bastantes mais e alguns estiveram permanentemente. A mim cabe-me dar o exemplo, se não saem eles, saio eu, mesmo discordando da conferência de líderes", disse.

Num debate quinzenal em que da esquerda à direita se enalteceu o papel dos profissionais de saúde na luta contra a pandemia, o primeiro-ministro sublinhou o espírito de "unidade nacional" entre os partidos e adiantou, após ser questionado pelo deputado do PSD Ricardo Batista Leite, que deverá ser preciso prolongar o estado de emergência que vigora até 2 de abril.

Já no campo económico, e em resposta a Catarina Martins, do BE, que criticou declarações "não solidárias" do ministro das Finanças alemão, contrário à ideia da criação de obrigações de dívida europeia - os chamados ‘eurobonds’ ou ‘coronabonds - , António Costa lembrou que vai haver "uma discussão decisiva" em Conselho Europeu e defendeu que "todas as medidas devem ser adotadas".

Ventiladores só vão chegar com pagamento prévio
Questionado pelos deputados sobre a falta de meios para acudir aos doentes em Cuidados Intensivos, o primeiro-ministro, António Costa, explicou que o País está num mercado mundial em que é hoje preciso competir na procura por equipamentos fundamentais na saúde. "Na segunda-feira fizemos o pagamento de 10 milhões de dólares (cerca de 9,3 milhões de euros) para a aquisição de 500 ventiladores na China", disse, acrescentando que só desse forma foi possível fazer a ecomenda.

Costa responde com encomendas à falta de meios na saúde
Quase sem exceção, os deputados que esta terça-feira questionaram o primeiro-ministro, António Costa, aludiram à falta de meios de proteção para os profissionais de saúde. O líder do Executivo acabaria por responder com números de encomendas já feitas: 381 482 botas de proteção, 549 837 fatos, 6 813 259 de luvas esterilizadas e mais de 10 milhões de luvas não esterilizadas, entre outro equipamento.

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