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Correio da Manhã

Política
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Santana anuncia Congresso

Foi com uma estrondosa ovação que os militantes receberam o líder que pediu a vitória eleitoral e não a conseguiu. Pedro Santana Lopes assumiu total responsabilidade pelos resultados, criticou a falta de apoio dos ex-dirigentes e anunciou que vai convocar um Congresso extraordinário... mas não disse que não se recandidata.
20 de Fevereiro de 2005 às 23:37
Santana criou um tabu. É líder demissionário, ou não? "Continuo disponível para servir a minha Pátria". Foi assim que o presidente do PSD e primeiro-ministro demissionário terminou o seu discurso. Também não anunciou demissão. Conclui-se, portanto, que Santana mantém-se na liderança, mas quer que esta seja ligitimada em Congresso extraordinário (leia-se, após derrota eleitoral).
Sem referir números (uma queda de mais de 10%), Santana começou por dizer que os resultados não são castastróficos. Depois afirmou o orgulho que tem no trabalho de todos os seus ministros - "Servimos Portugal com todas as forças que Deus nos deu, com todo o amor". Prestou homenagem a Paulo Portas ("tenho honra de ser seu amigo"), que minutos antes anunciara a demissão de líder do CDS-PP ("honra a maneira de fazer política", comentou).
"A responsabilidade é minha". Com estas palavras, Santana iniciou o elogiou ao esforço do aparelho partidário na campanha, para concluir com uma dura crítica aos ex-dirigentes, sobre os quais disse que não teve o que lhes pediu.
Santana Lopes disse que terminou um ciclo político e revelou que vai convocar os órgãos do partido, para que seja marcado um Congresso extraordinário. "Todos os militantes estão convocados", sublinhou o líder.
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