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Correio da Manhã

Política

SANTANA DIZ QUE HÁ MUITO POR FAZER

A polémica em torno dos apoios financeiros ao Benfica, o túnel das Amoreiras e a salvaguarda do parque habitacional marcaram os seis primeiros meses de mandato de Pedro Santana Lopes à frente da Câmara de Lisboa.
5 de Julho de 2002 às 22:02
Em meio-ano, a equipa liderada por Santana Lopes teve de resolver problemas do passado e avançar com novos projectos, mas o executivo camarário considera que "ainda há muito para fazer". Entre os temas quentes dos primeiros meses de mandato, esteve a polémica em torno do financiamento da construção do novo estádio do Benfica, que punha em causa a participação do clube no Euro'2004, e dos apoios que também deveriam ser dados ao Sporting.

Numa cidade com um parque habitacional muito degradado, superlotada de carros e cada vez mais desertificada, a Câmara viu-se obrigada a dar prioridade à polémica que envolveu os clubes desportivos, solucionada ao fim de cinco meses de reuniões. Outro dos assuntos que ocupou muito tempo aos vereadores de Lisboa foi a realização do Orçamento e Plano de Actividade da autarquia, cuja discussão em reunião de câmara foi várias vezes adiada.

"Não podia ter feito mais. Foram muitas horas por dia sempre a trabalhar. Mas ainda há muito para fazer", disse recentemente Santana Lopes.

A legislação de cargas e descargas ou novos projectos para trazer população para a capital são promessas feitas durante a campanha que ainda não tiveram desenvolvimentos.

O Fundo de Investimento Imobiliário, destinado a recuperar o património imobiliário da capital, continua em estudo, assim como o projecto de retirar os ministérios dos edifícios do Terreiro do Paço. A solução para recuperar o degradado Parque Mayer será conhecida em Setembro e o condicionamento do trânsito em alguns bairros históricos deverá começar o teste este Verão.
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