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Correio da Manhã

Política
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Santana duplica dívida de Lisboa

A Câmara de Lisboa tinha em Outubro de 2005, quando das eleições autárquicas, um passivo de 926 milhões de euros, o dobro da dívida existente em 2001.
1 de Fevereiro de 2006 às 00:00
Carmona apresentou ontem um orçamento de contenção
Carmona apresentou ontem um orçamento de contenção FOTO: Sofia Costa
Perante tal, o orçamento para 2006 (de 700 milhões de euros) aprovado ontem prevê, sobretudo, uma gestão corrente, apesar do vice-presidente da Câmara, Fontão de Carvalho, lembrar que no documento não estão contempladas as contrapartidas do casino nem a possibilidade de os municípios recorrerem ao financiamento para habitação social e reabilitação.
Segundo o orçamento – aprovado pela maioria PSD e CDS-PP, com a abstenção do PS e os votos contra da CDU e BE – as prioridades do executivo são a reabilitação urbana (40 milhões de euros), serviços urbanos (62 milhões), infra-estruturas viárias (51 milhões) educação, juventude e desporto (33 milhões), cultura (21 milhões) e intervenção social (14 milhões). Verbas aquém das desejadas, pois trata-se de um orçamento “balizado pela necessidade de controlar a situação financeira”, sublinhou Fontão de Carvalho, considerando que a dívida a fornecedores “é complicada, mas não dramática”. E adiantou que espera chegar ao fim do ano com menos 60/70 milhões de euros de dívidas.
Mas para que isso aconteça é necessário que se concretizem os 200 milhões de euros que a Câmara espera arrecadar com a venda de património, frisou o vereador socialista Nuno Gaioso Ribeiro, justificando que o seu grupo absteve-se, pois, face à situação financeira “qualquer força partidária teria de apresentar um orçamento de ‘vacas magras’”; Um orçamento que “vai ser uma desilusão para muitos lisboetas”, afirmou.
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