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Correio da Manhã

Política

SANTANA LOPES ATÉ 2010

Helena Lopes da Costa, vice-presidente do PSD.
11 de Novembro de 2004 às 00:00
Correio da Manhã – O que espera deste Congresso?
Helena Lopes da Costa – A concretização de uma estratégia de liderança e de Governo para os próximos dois anos. Este congresso é a materialização da passagem de testemunho.
– A equipa directiva de Pedro Santana Lopes deve reflectir-se nas mudanças do Governo?
– É uma questão de filosofia de liderança: saber até que ponto é que o partido e o Governo devem misturar-se. Sempre entendi que uma interacção saudável entre as duas entidades potencia uma e outra. A governação beneficia dessa ligação da mesma forma que permite ao partido participar de forma construtiva na definição de algumas matérias do Governo. Há, no entanto, alguns cargos partidários que devem ser exercidos em exclusividade, como é o caso do secretário- geral.
– Que sinais poderá dar este Congresso ao futuro da coligação?
– Os que estão definidos na moção de estratégia global apresentada pelo presidente do partido. É uma questão que será avaliada e decidida em devido tempo. Não antecipo cenários por muito agradáveis e interessantes que sejam para os jornalistas.
– Que desafios enfrenta o PSD no plano interno e externo?
– Múltiplos e todos eles decisivos. No plano interno espero a concretização plena desta liderança e o sucesso para todos os seus objectivos. No plano externo não nos esqueçamos dos próximos desafios eleitorais. O PSD é o maior partido autárquico e as eleições de 2005 demonstrarão a validade dos nossos projectos na totalidade dos 308 concelhos do País. Depois, as presidenciais e aí todos sabem o que nos move: a concretização do sonho fundador de Sá Carneiro de uma maioria, um Governo e um presidente. Quanto às legislativas, faltam dois anos. Pedro Santana Lopes irá continuar como primeiro-ministro até 2010.
– O caso Marcelo pode trazer rupturas dentro do partido?
– Internamente, quem transformou o caso Marcelo num assunto de lesa pátria foram exactamente os mesmos que contestaram a actual liderança e mais se opuseram à transição de poder. Com o mesmo exagero e despropósito com que lidaram com o primeiro assunto, lidaram igualmente com o segundo. O partido sabe quem são e o muito que têm dado à nossa causa comum, mas demos importância ao que tem realmente importância.
– Cavaco Silva devia ir ao Congresso?
– O professor Cavaco Silva tem lugar por inerência em qualquer congresso do PSD e nos conselhos nacionais, mas que me recorde não tem sido presença assídua nas reuniões magnas do partido ou em conselhos nacionais desde que abandonou a liderança do partido. Como cidadão livre e responsável fará o que entender. Estou certa que, em qualquer circunstância, presente ou ausente, o PSD nunca se esquecerá dele.
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