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Correio da Manhã

Política
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"Saraiva pediu-me para salvar o emprego dele e dos seus jornalistas"

Dias Loureiro diz que faz questão de servir bons vinhos aos convidados.
Sónia Trigueirão 19 de Setembro de 2016 às 15:50
Dias Loureiro foi ministro de Cavaco Silva e gestor do BPN
José António Saraiva foi diretor do 'Expresso' e fundador do 'Sol', que dirigiu entre 2006 e 2015
Dias Loureiro foi ministro de Cavaco Silva e gestor do BPN
José António Saraiva foi diretor do 'Expresso' e fundador do 'Sol', que dirigiu entre 2006 e 2015
Dias Loureiro foi ministro de Cavaco Silva e gestor do BPN
José António Saraiva foi diretor do 'Expresso' e fundador do 'Sol', que dirigiu entre 2006 e 2015
"O senhor arquiteto deve ter reparado no vinho que deve ter bebido em minha casa - sirvo sempre o melhor que tenho aos convidados, era de certeza um vinho português - quando me foi pedir para salvar o ‘Sol’ e o emprego dele e dos seus jornalistas", disse ao CM Dias Loureiro, antigo ministro de Cavaco Silva e ex-administrador do BPN, em resposta ao que José António Saraiva escreve a seu respeito no livro ‘Eu e os Políticos’.

E, acrescenta o antigo governante, "a verdade é que consegui ‘inventar’ uma solução para o ‘Sol’ que permitiu ao senhor arquiteto manter o jornal de que foi diretor até há pouco tempo". No livro, o ex-diretor do ‘Sol’, no capítulo reservado a Dias Loureiro, faz referências ao seu luxuoso estilo de vida.

Escreve o autor que, "depois de sair do Governo, Dias Loureiro começou a evidenciar alguns sinais exteriores de riqueza e até uma despropositada (e fatal) tendência para a ostentação" e que "à refeição manda vir vinhos caríssimos".

O autor do livro explica que lhe contaram que "num almoço com o jornalista Fernando Madrinha", no Pabe, escolhe Chryseia, um vinho que custará entre 100 e 200 euros a garrafa (e não terão bebido apenas uma)".

Dias Loureiro, que está há duas semanas em Timor e ainda não leu o livro de Saraiva, afirma ainda que quando saiu do Governo tinha o "seu apartamento e uma dívida de 20 mil contos [cerca de 100 mil euros]".

E acrescenta: "Quando estava no Governo, e até muito depois disso, não bebia qualquer espécie de álcool. A última vez que estive com o senhor arquiteto Saraiva já bebia vinho tinto às refeições."
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