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Correio da Manhã

Política
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Scut vão gerar 320 milhões

A introdução de portagens nas sete auto-estradas sem custos para o utilizador (Scut) vai gerar cerca de 320 milhões de euros anuais, disse ontem o ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações. Trata-se de um valor que não inclui as isenções e descontos a conceder aos automobilistas – na ordem dos 130 milhões de euros – que continuam a ser negociados no Parlamento.

15 de Julho de 2010 às 00:30
Contestatários às portagens nas Scut à espera de decisão do Parlamento
Contestatários às portagens nas Scut à espera de decisão do Parlamento FOTO: Diogo Pinto

As negociações em torno dos critérios de aplicação de isenção e descontos e utentes beneficiados, bem como impactos financeiros mais detalhados, continuam entre os grupos parlamentares do PSD e do PS, que têm até amanhã para chegar a acordo na comissão especializada.

À saída da audição da Comissão de Obras Públicas, e questionado pelos jornalistas, António Mendonça recusou fazer qualquer comentário ao processo de negociações em curso.

Aos deputados, António Mendonça garantiu que a Estradas de Portugal (EP) tem cumprido todos os seus compromissos, contrariando notícias que davam conta das dificuldades de financiamento da empresa liderada por Almerindo Marques. O secretário de Estado das Obras Públicas assegurou mesmo "a boa saúde da EP", sublinhando que a empresa passou de resultados líquidos negativos de quatro milhões de euros em 2005 para positivos de 74,5 milhões de euros em 2009. António Mendonça disse, mas não concretizou, que o Ministério já concluiu o levantamento dos investimentos que serão suspensos ou reduzidos no âmbito do PEC.

OBRAS NO TGV PARA MADRID AVANÇAM EM SETEMBRO

A construção do primeiro troço da alta velocidade, entre Poceirão e o Caia, vai arrancar em Setembro, reafirmou ontem o ministro das Obras Públicas. Este troço foi o único até agora adjudicado na ligação do TGV a Madrid, mas António Mendonça já garantiu que será lançado um novo concurso para a ligação à capital. O concurso anterior para a ligação entre o Poceirão e Lisboa, que incluía a terceira travessia do Tejo, foi anulado pelo Governo, numa fase em que estavam já apuradas as duas melhores propostas, uma das quais apresentava um investimento de 1,8 mil milhões de euros. Mas para a concretização desta ligação falta ainda, de acordo com o Orçamento do Estado, o lançamento de um concurso público para as comunicações e um outro para o material circulante e da nova estação do Caia.

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