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Correio da Manhã

Política
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Secretário de Estado acusa PSD de querer "assaltar o poder"

O secretário de Estado Adjunto e da Saúde criticou esta quinta-feira o PSD por chumbar o PEC 4, considerando que "nada teve que ver" com as medidas em si mas apenas com "uma agenda para assaltar o poder".
24 de Março de 2011 às 15:46
Manuel Pizarro considerou a demissão do primeiro-ministro "inevitável"
Manuel Pizarro considerou a demissão do primeiro-ministro 'inevitável' FOTO: João Miguel Rodrigues

Manuel Pizarro considerou a demissão do primeiro-ministro "inevitável"  perante "o comportamento de uma estranha coligação" da oposição que nunca propôs alternativas, mas direccionou as críticas, em especial, para os sociais-democratas.

"A natureza dúplice da Oposição vai ficar cada vez mais clara aos olhos dos portugueses (...) O mesmo partido que nos últimos dois anos persistentemente atacou qualquer aumento de impostos e recusou qualquer solução baseada no aumento das receitas apresentou finalmente, depois do debate, a sua primeira ideia: aumentar o IVA", frisou.

O líder do PSD, Passos Coelho, assumiu esta quinta-feira em Bruxelas o "compromisso" de não proceder a cortes salariais ou das pensões, mas admitiu uma subida do IVA se tiver necessidade de "mexer nos impostos".

Falando à entrada de uma cimeira do Partido Popular Europeu (PPE), Pedro Passos Coelho, questionado sobre o facto de o PSD pensar evitar cortes nas reformas através de uma subida do IVA, tal como o CM noticia na edição desta quinta-feira, escusou-se a entrar em detalhes,  alegando que a Oposição desconhece a real situação financeira do País, mas confirmou que, a ter de haver ajustamentos, será nos impostos sobre o consumo.

Para Pizarro, isto demonstra que a decisão de chumbar o PEC, que conduziu a esta crise política, nada tem a ver com as medidas de austeridade em si.

"[José Sócrates] cumpriu a alternativa que lhe restava e demonstrou  que está agarrado apenas a uma ideia de responsabilidade para assegurar o desenvolvimento do País e a possibilidade de desenvolvimento autónomo do País".

Manuel Pizarro falava esta manhã, em Matosinhos, aos jornalistas, à  margem da cerimónia comemorativa do Dia Mundial da Tuberculose.

O primeiro-ministro, José Sócrates, apresentou na quarta-feira a demissão ao Presidente da República por considerar que ficou sem condições para governar depois de o Parlamento ter aprovado resoluções de rejeição de toda a Oposição ao chamado PEC 4 proposto pelo Governo.

O pedido de demissão de José Sócrates foi anunciado pela Presidência  da República que, contudo, salienta que o Governo se mantém "na plenitude de funções até à aceitação daquele pedido".

Cavaco Silva irá promover sexta-feira audiências com os partidos com  assento parlamentar.    

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