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Correio da Manhã

Política

"Segundo resgate só com eleições"

No último discurso como secretário-geral da central sindical, João Proença lança avisos ao Governo e pede clarificação às estruturas patronais.
21 de Abril de 2013 às 01:00

O secretário-geral cessante da UGT, João Proença, afirmou ontem, no início do XII congresso da central sindical, que "só um governo saído de eleições estará legitimado" para negociar um segundo resgate .

No seu último discurso como líder da UGT, ao fim de 18 anos, Proença avisou que é "totalmente inaceitável que se fale agora num segundo programa de ajustamento que prolongaria a ultra-austeridade". Uma advertência ao Governo, quando os parceiros sociais ainda negociaram os novos cortes para superar o chumbo do Tribunal Constitucional ao Orçamento.

João Proença apelou às estruturas patronais que "clarifiquem a sua posição" na mesa de negociações e no diálogo social tripartido. Depois, arrasou o Governo por estar esvaziar a concertação social, sempre sob o olhar atento do ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, que assistiu ao início dos trabalhos na primeira fila.

Num congresso de sucessão, em que hoje será eleito Carlos Silva, o debate também ficou marcado pela limitação de mandatos. Em cima da mesa está o limite de duas eleições para o cargo de secretário-geral, ou seja, um máximo de oito anos.

O sucessor de João Proença tem como missão, entre outras matérias, a aproximação à CGTP, liderada por Arménio Carlos, e assumiu-o em entrevista ao Correio da Manhã (ver página 51).

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