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Correio da Manhã

Política
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Seguro acusa Passos Coelho de ser cúmplice da actuação de Jardim

O secretário-geral do PS acusou este sábado Pedro Passos Coelho de estar a ser cúmplice da actuação do presidente do Governo Regional da Madeira e adiantou que espera uma posição do chefe de Estado sobre o défice encoberto.
17 de Setembro de 2011 às 12:12
antónio josé seguro, pedro passos coelho, madeira, alberto joão jardim
antónio josé seguro, pedro passos coelho, madeira, alberto joão jardim FOTO: EPA/HUGO DELGADO

As posições de António José Seguro foram assumidas à entrada da reunião da Comissão Nacional do PS, depois de confrontado com recentes declarações do primeiro-ministro sobre o défice encoberto na Madeira.

António José Seguro considerou que Pedro Passos Coelho continua sem responder se, enquanto líder do PSD, retira ou não a confiança política ao presidente do Governo Regional da Madeira, recandidato ao cargo nas eleições regionais de Outubro.

"O primeiro-ministro tem de esclarecer com clareza se assume ou não as suas responsabilidades enquanto líder do PSD. Quando o primeiro-ministro e líder do PSD diz que o assunto não é dele, mas apenas do PSD/Madeira, é óbvio que ele não está a assumir as suas responsabilidades", criticou o secretário-geral do PS.

Para Seguro, o primeiro-ministro "está a ser cúmplice de uma situação grave para a Madeira, para Portugal e para a imagem externa do país".

"Os portugueses estão a fazer sacrifícios, o primeiro-ministro está a exigir esses sacrifícios para além do memorando da troika e, depois, em relação à situação calamitosa da Madeira, apenas diz que o problema é do PSD/Madeira", atacou ainda o líder dos socialistas.

De acordo com o secretário-geral do PS, "quando um líder de um partido aceita que os seus candidatos se apresentem, fica co-responsável por essa decisão".

"Se ele [Alberto João Jardim] fosse o candidato do PS, naturalmente que eu já lhe tinha retirado a confiança política publicamente. Chegou a altura de se assumirem as responsabilidades, porque está em causa a confiança nos dirigentes políticos nacionais e nas instituições nacionais", sustentou.

Já em relação à actuação política do chefe de Estado, Cavaco Silva, perante a situação de défice encoberto na Madeira, o líder socialista deu a seguinte resposta: "Vou esperar pelas conclusões da reunião de segunda-feira entre o senhor Presidente da República e o primeiro-ministro".

Interrogado se o PS pede a Pedro Passos Coelho para retirar a confiança política ao presidente do Governo Regional da Madeira, tendo em vista facilitar os objectivos eleitorais dos socialistas nesta região autónoma, Seguro negou essa intenção.

"O problema não tem a ver com votos. O que está em causa é o nosso Estado de Direito democrático e a confiança dos portugueses nos órgãos de soberania", respondeu.

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