Barra Cofina

Correio da Manhã

Política
3

Seguro alarmado ouve sindicatos

O líder do PS, António José Seguro, avisou ontem em Viseu o primeiro-ministro, Passos Coelho, de que não dará qualquer contributo para um Estado "low cost" – de baixo custo – e hoje reúne-se, a seu pedido, com as duas centrais sindicais, a UGT e CGTP, alarmado com a situação de pré-ruptura social.
5 de Novembro de 2012 às 01:00
Líder do PS, António José Seguro, abraçando João Torres, eleito ontem líder da Juventude Socialista
Líder do PS, António José Seguro, abraçando João Torres, eleito ontem líder da Juventude Socialista FOTO: Nuno André Ferreira

O líder do maior partido da Oposição, apurou o CM, tem recebido cartas a relatar casos de fome nas famílias e de pessoas que já não conseguem pagar a renda da casa, luz, água e gás, além de testemunhos de desespero que o levam hoje a reunir--se com as centrais sindicais, antes do encontro da comissão política do partido.

"Este não é um exercício de contabilidade, é uma opção política determinante para o futuro de Portugal. E desengane-se o primeiro-ministro se espera que o PS seja cúmplice da criação em Portugal de um Estado estilo ‘low cost’ para portugueses", argumentou o dirigente, no encerramento do congresso da JS, que elegeu novo líder: João Torres.

"Se é para cortar quatro mil milhões nas funções sociais do Estado, o Governo não conta connosco", prosseguiu Seguro, garantindo que não deixará nenhum português para trás. Em causa está uma carta do primeiro-ministro a convidar o PS para refundar o memorando de ajuda externa e garantir cortes na despesa de quatro mil milhões de euros até 2014. O líder do PS deu resposta negativa.

Vários deputados do PS, recorde-se, já admitiram também avançar com um pedido de fiscalização sucessiva do Orçamento de Estado para 2013 ao Tribunal Constitucional.

Ontem, em Vila Real, o senador centrista Adriano Moreira deixou ainda um repto ao primeiro-ministro para esclarecer o alcance da expressão ‘refundação do acordo de ajuda externa’: "Perguntem à pessoa [Passos Coelho] que enuncia o conceito o que é que quer dizer com isso, que é para depois podermos ter uma conversa útil."

NOVO LÍDER DA JS EXIGE DEMISSÃO SE NADA FOR FEITO

O novo líder da Juventude Socialista (JS), João Torres, defendeu ontem em Viseu que deve ser pedida a demissão do Governo se não forem adoptadas rapidamente estratégias que levem à criação de emprego e ao crescimento da economia.

João Torres foi o único candidato à sucessão de Pedro Delgado Alves, tem 26 anos e é engenheiro civil. Actualmente é deputado municipal na Câmara da Maia e foi candidato ao Parlamento no 20º lugar pelo círculo do Porto, nas Legislativas.

POLÍTICA PS JS LÍDER PARTIDO
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)