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Correio da Manhã

Política
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Seguro critica passividade do Governo perante Nissan

O secretário-geral do PS, António José Seguro, acusou esta quarta-feira o Governo de passividade perante a decisão da Nissan em suspender a fábrica de baterias em Aveiro para os seus carros eléctricos, anunciada na segunda-feira.
14 de Dezembro de 2011 às 14:55
António José Seguro, líder do PS, critica o Governo
António José Seguro, líder do PS, critica o Governo FOTO: d.r.

"Nós precisamos muito de captar investimento estrangeiro no nosso país e ver o governo de braços cruzados é algo eu não posso aceitar", disse António José Seguro.

O socialista sublinhou que num período de dificuldade como aquele em que o país vive custa-lhe acreditar que o governo chefiado por Pedro Passos Coelho "possa ter um comportamento tão passivo em relação a esta decisão".

As declarações do secretário-geral do PS foram realizadas no final de um a vista hoje efectuada a fábricas de moldes localizadas na Marinha Grande.

"Custa-me acreditar num período de dificuldade como o país vive, como é que um governo teve um comportamento tão passivo em relação a esta decisão", destacou, criticando "o tempo que o Governo demorou a resolver a questão da tutela da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP).

António José Seguro admite que não conhece o dossiê em concreto, mas entende que há explicações que devem ser dadas: "desde Junho, data que tomou posse, o que fez o Governo nesse relacionamento com a administração da Nissan? Ou ficou á espera que lhe dessa notícia ?".

O antigo presidente da AICEP, Basílio Horta - agora deputado independente eleito pelo PS -, já considerou que a Nissan "está a fazer o seu papel" ao invocar razões de negócios para suspender a fábrica em Aveiro e afirmou que "foi determinante o abandono da política de mobilidade elétrica".

Na terça-feira, o PS - pela voz do vice-presidente da bancada socialista no Parlamento, Pedro Nuno Santos -, já havia acusado o Governo de nada ter feito para impedir a suspensão do investimento da Renault-Nissan numa fábrica de baterias, contrapondo que o anterior executivo socialista tudo fez para conseguir este projeto para Portugal.

O primeiro-ministro já afirmara que o Governo fará um esforço, na medida do seu alcance, para que o investimento da Nissan numa fábrica de baterias para carros eléctricos em Portugal ainda se venha a concretizar.

O primeiro-ministro rejeitou que a política fiscal ou qualquer acção do Governo PSD/CDS-PP tenha contribuído para essa decisão da Nissan: "O que se passa, e essa foi a informação que obtivemos da empresa, é que as perspectivas globais menos atrativas que se estão a registar nesta altura levaram a empresa a adiar esse investimento".

O secretário de Estado dos Assuntos Fiscais realçou que o acordo assinado com a 'troika' impede a atribuição de novos benefícios fiscais como contrapartida para a manutenção do projecto.

 

 

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