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Correio da Manhã

Política

Seguro: “Disponibilidade não está indexada aos lugares”

O socialista António José Seguro afirmou este sábado que este é um momento para a "coesão e unidade" do PS, acrescentando que a sua disponibilidade para o país e para o partido "não está indexada" aos lugares que ocupa.
9 de Abril de 2011 às 18:39
António José Seguro não revelou se foi convidado para integrar listas de deputados à Assembleia da República
António José Seguro não revelou se foi convidado para integrar listas de deputados à Assembleia da República FOTO: Sérgio Lemos

"Este é o momento para contribuirmos para a coesão e para a unidade do PS", afirmou António José Seguro, que depois de falar aos jornalistas à entrada do XVII congresso do PS ficou a cumprimentar e a abraçar militantes, acompanhado por António Galamba, o seu braço direito nos tempos da Juventude  Socialista.  

Questionado se tinha sido convidado a integrar as listas do PS às eleições legislativas antecipadas de 5 de Junho, Seguro recusou responder. "O que posso dizer é que há uma grande disponibilidade da minha parte, uma grande alegria e uma grande energia para servir o país, ao lado do meu partido de sempre", afirmou, acrescentando: "A minha disponibilidade não está indexada aos lugares que ocupo".  

Seguro, que é apontado como um dos possíveis candidatos a suceder a José Sócrates na liderança do PS, afirmou estar presente no congresso para dar um "contributo" ao partido, tendo em conta os "desafios elevados" que o partido tem pela frente.  

"É necessário que todos nós socialistas estejamos à altura das nossas  responsabilidades", afirmou. António José Seguro frisou que há três semanas defendeu a necessidade de um grande compromisso para o país, "que não tem a ver com arranjos de  poder e coligações eleitorais", o que lhe mereceu "críticas".  

"Se eu defendo uma grande convergência e uma grande união dos portugueses, por maioria de razão aqui estou para ajudar o meu partido, dando o meu contributo para a união e coesão do PS", reforçou.  

Por outro lado, Seguro defendeu a necessidade de dar "um sentido político" aos sacrifícios que são exigidos aos portugueses, para que "toda a austeridade seja a primeira fase de um grande projecto de esperança".

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