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Correio da Manhã

Política
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Seguro diz que País precisa "de mais de ação"

O secretário-geral do PS criticou neste sábado o desafio do primeiro-ministro para um compromisso de "união nacional", afirmando que o país precisa "menos de palavras e mais de ação", ao recordar os dois anos de Governo.
27 de Julho de 2013 às 19:38
"Confesso que não gostei da expressão, união nacional, porque ela está associada a um dos piores períodos da história do nosso país", sublinhou Seguro
'Confesso que não gostei da expressão, união nacional, porque ela está associada a um dos piores períodos da história do nosso país', sublinhou Seguro FOTO: José Coelho/Lusa

"Eu considero que o nosso país precisa menos de palavras e mais de ação. E quem apela à união tem de se recordar do que fez durante dois anos: desunir os portugueses, criar pobreza, criar miséria e criar desemprego", disse António José Seguro, questionado em Viana do Castelo pelos jornalistas.

"Confesso que não gostei da expressão, união nacional, porque ela está associada a um dos piores períodos da história do nosso país", sublinhou.

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, apelou sexta-feira a um acordo e convergência de objetivos com o PS, para além da atual legislatura.

"Desde que tenhamos os pés assentes na terra e sejamos realistas - quer dizer, não comecemos a estabelecer objetivos que estão manifestamente para além daquilo que as condições nos permitem -, então é possível vencer e ultrapassar obstáculos e conseguir um clima de união nacional, não é de unidade nacional, é de união nacional, que permita essa convergência", disse Passos Coelho, discursando em Pombal na sessão solene de abertura das Festas do Bodo.

O primeiro-ministro sublinhou que o atual quadro fiscal, que classificou de "adverso às empresas", necessita de ser melhorado.

Já António José Seguro colocou o diálogo na base da discussão parlamentar.

"Uma coisa é dialogar, outra coisa é encontrar soluções concretas. Aquilo que nós apresentamos são propostas concretas no âmbito parlamentar, onde todos os partidos dialogam. Aquilo que é fundamental é passar das palavras aos atos", afirmou o líder socialista, que falava aos jornalistas em Viana do Castelo, à margem da apresentação do candidato à Câmara local, e atual autarca, José Maria Costa.

António José Seguro garantiu, ainda, que as recentes propostas para dinamizar a economia, que o PS apresentou e que foram chumbadas pela maioria na Assembleia da República, vão voltar a ser submetidas ao parlamento.

"Se há vontade [de diálogo], ela vem tarde, perderam-se dois anos, mas no parlamento há propostas e o PS contribuirá com mais propostas. Para nós, o mais importante é resolver os problemas dos portugueses, estando ou não no Governo, estando ou não na oposição", disse ainda.

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