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Correio da Manhã

Política
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Seguro exige igualdade de tratamento de Portugal face à solução grega

O secretário-geral do PS exigiu esta terça-feira ao primeiro-ministro que reivindique para Portugal nas instituições internacionais igualdade de tratamento face ao caso grego, passando também a ter "mais tempo e menos juros" na consolidação orçamental.
27 de Novembro de 2012 às 13:44
Seguro exige a Passos igualdade de tratamento face à Grécia
Seguro exige a Passos igualdade de tratamento face à Grécia FOTO: Lusa

António José Seguro deixou este repto no discurso que proferiu na sessão de encerramento do debate do Orçamento do Estado para 2013, momentos antes de a proposta do Governo ser submetida a votação final global.

"Hoje soubemos que, finalmente, a Europa resolveu a situação da Grécia: Mais tempo e menos juros. Ouviu senhor primeiro-ministro, mais tempo e menos juros", reforçou o secretário-geral do PS, dirigindo-se a Pedro Passos Coelho.

Neste contexto, o líder do PS defendeu que é uma exigência do primeiro-ministro defender para "Portugal igualdade de tratamento".

"E nós todos a continuarmos a lutar para condições de estabilização da nossa economia. Como sempre disse desde o início, sem crescimento económico não há lugar a consolidação sustentada das nossas contas públicas", declarou.

Na sua intervenção, o secretário-geral do PS fez duras críticas ao teor da proposta de Orçamento, afirmando que no próximo ano "o nível de impostos será insuportável" (aumento médio de 30 por cento), o que constitui "uma bomba atómica sobre os portugueses".

"Este brutal aumento de impostos só acontece para pagar a incompetência da execução orçamental deste Governo. Se o défice deste ano fosse de 4,5 por cento como previsto e não superior a seis por cento -, este aumento de impostos não seria necessário. É essa diferença provocada pela incompetência do Governo que os portugueses vão ter de pagar com mais 2,5 mil milhões de euros em impostos", disse.

António José Seguro referiu-se também a medidas que foram anunciadas pelo executivo, mas que acabaram por não constar na proposta de Orçamento, como as alterações na Taxa Social Única (TSU, ou o fim da cláusula de salvaguarda no Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) ?"medidas injustas e imorais que o primeiro-ministro tentou aplicar aos portugueses".

"Essas propostas dizem bem da natureza deste Governo e relevam o profundo afastamento do primeiro-ministro em relação ao sentimento dos portugueses. Um primeiro-ministro que assim procede não conhece o país que governa", afirmou.

ORÇAMENTO GOVERNO PS PSD
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