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Correio da Manhã

Política
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Seguro: “Trata-se de um diálogo normal”

O secretário-geral do Partido Socialista (PS), António José Seguro, classificou esta segunda-feira a reunião que terá na terça-feira com o Presidente da República como um encontro "normal e institucional" .
5 de Novembro de 2012 às 17:48
Seguro desloca-se amanhã a São Bento, onde se reúne com Cavaco Silva às 15h30
Seguro desloca-se amanhã a São Bento, onde se reúne com Cavaco Silva às 15h30 FOTO: Manuel de Almeida/Lusa

"Trata-se de um diálogo normal, institucional, que mantenho com o Presidente da República, bem como com os parceiros sociais ou o Governo", disse Seguro aos jornalistas no final de um encontro com dirigentes da União Geral de Trabalhadores (UGT), na sede da central sindical, em Lisboa.

O Presidente da República, Cavaco Silva, recebe António José Seguro na terça-feira, informou hoje o Palácio de Belém, sem revelar o motivo da audiência ou quem a pediu.

O secretário-geral socialista também não revelou os contornos do encontro bem como de quem partiu o pedido para a sua realização. Seguro irá a Belém às 15h30 de terça-feira, depois de hoje se ter reunido com o primeiro-ministro, a pedido de Pedro Passos Coelho, por causa do corte de quatro mil milhões de euros na despesa do Estado que o Governo anunciou na semana passada.

A 27 de Outubro, no encerramento das jornadas parlamentares conjuntas PSD/CDS-PP, o primeiro-ministro disse que, até 2014, vai realizar-se uma reforma do Estado que constituirá "uma refundação do memorando de entendimento".

Na mesma altura, Passos Coelho defendeu que o PS deve estar comprometido com esse processo e, dois dias depois, anunciou que iria convidar formalmente (por carta) o PS para um programa de reavaliação das funções do Estado que corte 4.000 milhões de euros na despesa e evite um segundo resgate a Portugal.

À saída da reunião, Seguro recusou assumir responsabilidades na execução dos cortes de quatro mil milhões de euros nas funções do Estado, dizendo que esse objectivo para 2013 e 2014 vincula apenas o Governo e a 'troika'.

"O primeiro-ministro propôs que houvesse um debate sobre o modo de cortar quatro mil milhões de euros na despesa. Essa é uma responsabilidade de quem negociou essa obrigação, o Governo e a 'troika' (Banco Central Europeu, Fundo Monetário Internacional e Comissão Europeia), durante a quinta actualização" do Programa Económico e Financeira de Portugal, salientou o secretário-geral do PS.

Ou seja, segundo António José Seguro, "deve ser o Governo e a 'troika' a encontrarem a resposta para o problema que eles próprios criaram e negociaram".

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